- ACBF reuniu clubes das Séries A e B no Rio na segunda-feira, seis de abril de 2026, para apresentar a proposta de criar uma liga com gestão efetiva do Brasileirão em 2030.
- Na liga, os clubes seriam proprietários da competição e os direitos comerciais e de transmissão passariam a ser negociados diretamente entre eles.
- O atrativo financeiro é transformar o Brasileirão em modelo de liga; porém, histórico recente mostra que Libra e FFU, dois grupos existentes, não estruturaram uma liga unificada.
- O presidente da CBF, Samir Xaud, é a favor da liga, desde que a confederação participe, similar ao modelo das grandes ligas europeias.
- Nos próximos três anos, será discutido o nível de participação da CBF na liga, com a possibilidade de a entidade ter assento entre os gestores.
A CBF reuniu clubes das Séries A e B no Rio de Janeiro na segunda-feira (6) para apresentar a proposta de criação de uma liga do Brasileirão, com intenção de implantação efetiva em 2030. A ideia é que a competição passe a ser gerida pela liga, e não pela confederação.
Os clubes ouviram a defesa da CBF sobre um modelo em que o protagonismo passa a ser dos clubes, que teriam maior participação na organização e na negociação de direitos comerciais e de transmissão. O objetivo é aumentar as receitas por meio de negociação direta.
A reunião ocorreu em meio a debates sobre as formas de funcionamento da liga, distinguindo o atual Brasileirão de um modelo estruturado como uma liga de clubes. A proposta envolve a participação da CBF, que manteria um papel de assento institucional.
Proposta em pauta e cenários
Há três anos de discussão prevista para definir o grau de participação da CBF na liga. Samir Xaud, que comanda a gestão da entidade desde maio do ano passado, reforça o apoio à criação, sem abrir mão da atuação da confederação.
A ideia é que a liga tenha autonomia para negociar direitos e estruturar a competição, com a CBF atuando como membro titular. O modelo mais provável envolveria assento da CBF entre os gestores, mantendo a filiação à FIFA e a vinculação de arbitragem à confederação.
A discussão busca apontar, ao final, qual formato de participação da CBF melhor atende à implementação da liga. No momento, não há definição sobre o nível exato de interferência ou autonomia da confederação na governança da competição.
Contexto e próximos passos
No Brasil, a cisão entre Libra e FFU criou duas frentes de negociação de direitos, sem consolidar uma liga única. A reunião desta segunda-feira serviu para esclarecer as visões de clubes e federações sobre a viabilidade de um modelo com maior protagonismo das equipes.
A CBF afirma que o debate seguirá com encontros ao longo dos próximos três anos, buscando consensos sobre governança, participação da confederação e fundamentos financeiros. Não há, ainda, prazo fixado para conclusão do processo ou para implantação.
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