- Apenas o São Paulo venceu na primeira rodada da Copa Sul-Americana, ao derrotar o Boston River por 1 a 0, no Uruguai.
- Em sua maioria, os brasileiros atuaram com times mistos ou reservas, resultando em desempenho abaixo do esperado.
- Grêmio perdeu por 1 a 0 para o Montevideo City Torque, enquanto o Santos foi vencido pelo Deportivo Cuenca por 1 a 0.
- Atlético-MG caiu diante do Puerto Cabello por 2 a 1 e o RB Bragantino foi derrotado por Carabobo, 1 a 0. Botafogo ficou em 1 a 1 com o Caracas, em casa.
- O debate permanece: a Sul-Americana oferece premiação e vaga na Libertadores, mas o calendário intenso leva clubes a enxergarem o torneio como prioridade menor.
A primeira rodada da Copa Sul-Americana revelou um desempenho abaixo do esperado dos clubes brasileiros. Apenas o São Paulo venceu na estreia, enquanto Vasco, Santos, Grêmio, Atlético-MG, Botafogo e RB Bragantino ficaram sem triunfo em seus confrontos. O saldo amplia o debate sobre a relevância da competição no calendário nacional.
O São Paulo foi o único brasileiro a vencer, atuando no Uruguai contra o Boston River, por 1 a 0, com gol de Bobadilla. O time utilizado foi misto, com desfalques por lesão, incluindo Calleri, Luciano e Sabino. Mesmo assim, somou três pontos e acalmou parte da torcida.
Entre os outros representantes, houve de tudo: empate do Vasco com o Barracas Central na Argentina por 0 a 0, com time alternativo; o Santos foi derrotado pelo Deportivo Cuenca, no Equador, por 1 a 0, em jogo com falha de Gabriel Brazão no gol; Grêmio caiu diante do Montevideo City Torque, no Uruguai, por 1 a 0, preservando a maioria titular.
Atlético-MG sofreu derrota histórica para o Puerto Cabello, na Venezuela, por 2 a 1, em confronto com time de renome que contou com Dudu, Bernard, Gustavo Scarpa, Everson e Junior Alonso; já o Botafogo empatou em 1 a 1 com o Caracas, em casa, com a estreia do treinador Franclim Carvalho, o único brasileiro a atuar no próprio estádio neste início de competição. RB Bragantino perdeu por 1 a 0 para o Carabobo, na Venezuela, com time reserva.
Desempenho e dúvidas sobre o foco
Este início evidencia que, diante de um calendário carregado, clubes brasileiros passaram a enxergar a Sul-Americana como controle de carga ou complemento de elenco. Apesar de a competição manter premiação e vaga na Libertadores, a intensidade de competição ainda não é a prioridade para muitos dois clubs.
Ainda que haja valor esportivo e atrativo financeiro, a resposta do torcedor e da direção esportiva sobre o retorno da Sul-Americana permanece indefinida. Em jogos de mata-mata, a percepção pode mudar; no entanto, a fase de grupos já trouxe sinais de priorização pelo futebol nacional.
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