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Gramado sintético ganha opinião de atletas, fica mais verde e afeta Palmeiras

Gramado sintético do Allianz Parque passa por ajustes com novo filamento e menor cortiça, deixando a cor mais verde e alterando quique, controle de bola e lesões

Novo gramado sintético do Allianz Parque — Foto: Camila Alves
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  • A cada dois meses, um grupo avalia características do gramado sintético do Allianz Parque—incluindo linhas, altura dos fios e quique da bola—para a manutenção do campo modificado para 2026.
  • O gramado está mais verde que no ano anterior, com a cor definida em testes de laboratório e mudanças no fio da grama e no preenchimento (Infill) para chegar ao tom desejado.
  • Engenheiro da WTorre, CEO da Soccer Grass e o coordenador do Núcleo de Saúde e Performance do Palmeiras detalham as mudanças e o impacto no jogo do time.
  • Além da cor e do ajuste de desempenho, o gramado permite encaixar o pé na bola com mais facilidade e ficou mais macio devido ao Shock Pad e à densidade do Infill.
  • O Palmeiras mantém uma comissão para definir o campo ideal, realiza medições com testes da FIFA e compara dados entre gramados natural e sintético, mantendo índice de lesões considerado aceitável.

O gramado sintético do Allianz Parque passou por mudanças para 2026, com avaliações constantes de desempenho, cor e resposta de jogo. Um grupo técnico verifica rolagem, quique da bola e tração da chuteira, além de ouvir jogadores por meio de questionários. A iniciativa envolve a WTorre, a Soccer Grass e o Palmeiras.

Toda duas meses, funcionários sobem ao campo para medir dimensões, altura dos fios e respostas do filamento às variações de uso. Essas medições orientam a manutenção do gramado, que agora apresenta ajustes que vão além da estética. O objetivo é alinhar o suporte ao jogo da equipe.

O novo tom verde do gramado é visível, mas não é o único indicador de mudança. Testes de laboratório definem a cor, enquanto ajustes no material influenciam o comportamento da bola e a sensação de amortecimento. O processo envolve uma comissão com técnicos, engenheiros e gestores logísticos.

Coordenado pelo NSP, o Palmeiras monitora dados de uso por mil horas de treino e jogo para comparar gramados naturais e sintéticos. Segundo o clube, o índice de lesões permanece dentro de parâmetros aceitos pela literatura especializada.

Entre as mudanças técnicas, o amortecimento foi reforçado e a densidade do infill (cortiça) reduzida, tornando o gramado mais leve. A Soccer Grass explica que o Shock Pad foi ajustado para melhorar o conforto sob os pés.

O ajuste de pigmentação foi feito em laboratório para alcançar o tom de verde desejado. Uma parte dos filamentos passou a representar 60% do conjunto, o que ajudou a atender os padrões de teste da Fifa. Os relatos de atletas também contribuíram para as provas de campo.

A implementação envolve a WTorre, a Soccer Grass e o Palmeiras em regime de monitoramento contínuo. Caso haja qualquer deformação acima de 1 cm, a FIFA recomenda reparo imediato, ainda que o clube tenha mantido o controle com medições repetidas.

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