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Flamengo lidera a média de público do Brasileirão após 11 rodadas

Flamengo lidera a média de público do Brasileirão, com 57,9 mil torcedores por jogo; queda é atribuída a preços de ingressos, horários e reconhecimento facial

Foto: Paula Reis/Flamengo
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  • Após 11 rodadas, a média de público do Brasileirão é de 22,4 mil; Flamengo lidera com 57,9 mil de média, e venceu o Santos por 3 a 1 com público de 68.615 torcedores no Maracanã.
  • Bahia aparece em segundo (36,98 mil) e Corinthians em terceiro (32,6 mil); São Paulo soma 30 mil e Fluminense, 28,27 mil, completando o top cinco.
  • O Flamengo continua com o maior público do torneio; a queda média em relação à edição anterior é de 13,2 por cento.
  • Palmeiras registrou queda por jogar parte dos jogos em Arena Barueri, com capacidade menor que o Allianz Parque, somando 19,5 mil e ocupação alta no estádio.
  • Entre os fatores da queda estão o início antecipado do campeonato, preços de ingressos elevados, mudança de horários e o uso do reconhecimento facial que pode ter reduzido a transferência de torcedores.

O Brasileirão chega à 11ª rodada com a média de público atingindo 22,4 mil torcedores por jogo. Flamengo lidera o ranking, levando 57,9 mil por duelo ao Maracanã, número que contrasta com a média geral do torneio. O público no jogo do Flamengo contra o Santos foi de 68.615 presentes no estádio carioca.

Bahia e Corinthians aparecem logo atrás, com 36,98 mil e 32,6 mil, respectivamente. São Paulo soma 30 mil, e o Fluminense fecha o top 5 com 28,27 mil torcedores. O Flamengo mantém o maior público individual do Brasileirão, em especial pela vitória por 3 a 1 sobre o Santos, com grande presença de torcedores no Maracanã.

A média geral sofreu queda de 13,2% em relação à edição anterior, quando, nesta mesma altura, o torneio apresentava 25,8 mil. Apenas quatro equipes passam de 30 mil por jogo neste ano, bem abaixo dos 10 clubes de 2023, nove de 2024 e seis de 2025.

Fatores que explicam a queda de público

Especialistas apontam início antecipado do campeonato, em janeiro, como um dos motivos para a menor adesão neste ano, com jogos de estaduais já no calendário. Além disso, o preço dos ingressos é citado como fator relevante para a decisão de acompanhar apenas partidas específicas.

Mudanças de horário também entram na análise. Jogos mais cedo durante a semana e à noite, nos fins de semana, influenciam o comportamento do torcedor, segundo observações do setor. Em centros urbanos com custos elevados, a seleção de partidas mais atractivas tende a prevalecer.

Otimizações logísticas e de acesso também aparecem como variáveis. O reconhecimento facial obrigatório em estádios com capacidade superior a 20 mil desde 2025 impede a transferência de ingressos, o que pode ter efeito sobre a presença de torcedores. Em contrapartida, defensores da tecnologia ressaltam ganhos de conforto e fluidez de entrada.

Corinthians, Vasco e Santos, que atuam em estádios com menores capacidades, mantêm altas taxas de ocupação entre os estádios com maior lotação, o que ajuda a entender diferentes cenários entre equipes. O Atlas de ocupação aponta índices próximos a 86,4% para o Vasco, 77% para o Bahia e 71% para Chapecoense e Santos.

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