- Brasil tem 29% de apoiadores na Copa de 2026, menor índice da série Datafolha iniciada em 1994; em julho de 2025 eram 33%.
- 35% respondem que não sabem quem vencerá a Copa, ou seja, não há maioria clara.
- França passou de 6% (julho de 2025) para 17% na última pesquisa, indicando mudança de percepção entre torcedores.
- 53% aprovam, na leitura estimulada, a convocação de Neymar para a Copa; o item não reflete a espontânea.
- 34% apontam outras seleções como favoritas, contra 29% que citam o Brasil; o conjunto é visto como amadurecimento do torcedor.
O Datafolha aponta que apenas 29% dos brasileiros acreditam que a seleção vai vencer a Copa do Mundo de 2026, o menor índice da série iniciada em 1994. Em julho de 2025, o otimismo havia sido de 33%. A notícia sugere um amadurecimento no raciocínio dos torcedores.
A pesquisa mostra ainda que 35% respondem não saber quem vencerá a Copa, ou seja, não há liderança clara entre os torcedores. Esse quadro indica que o torcedor brasileiro está mais aberto a avaliar méritos dos adversários do que acreditar em favoritismo tradicional.
A figura do técnico Carlo Ancelotti é mencionada na cobertura, com o Brasil realizando amistoso contra a França nos Estados Unidos. A ampla comparação entre seleções já se refletia na leitura de torcedores, que observavam o poderio de equipes rivais.
O comportamento de torcida também aparece em outra dimensão: a defesa da convocação de Neymar subiu de 48% para 53% entre perguntas estimuladas. Em perguntas neutras, o cenário pode ser diferente, principalmente pela avaliação de elenco e desempenho recente.
Mudanças de percepção entre torcedores
Analistas indicam que a variação de votos de 29% a favor da nossa vitória não representa crise, mas sinal de prudência. Comparações históricas mostram picos de favoritismo acima de 50% em 2006, momento de resultados mistos para o time.
Observa-se que a valorização de rivais, como a França, elevou o ceticismo entre torcedores não criados como torcedores cracudos. A volatilidade das opiniões é uma marca comum nas pesquisas de futebol.
Não há, portanto, conclusão sobre o atual nível de qualidade da equipe. A leitura principal é a maior exigência dos torcedores ao avaliar o desempenho da seleção, além da percepção de que chegar desacreditado já foi combustível histórico.
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