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Análise: dobradinha pela direita é ineficiente; Remo desaba no 2º tempo

Remo sofre derrota por quatro a dois para Bragantino após intervalo, com falhas táticas na defesa e queda de rendimento que precipitam o desmoronamento no segundo tempo

Cadê o Picco? — Foto: Gilson Lobo/AGIF
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  • O Remo perdeu por quatro a dois para o Red Bull Bragantino, no domingo 19, pelo Brasileirão de 2026, no Estádio Cícero de Souza Marques.
  • O técnico Léo Condé escalou Matheus Alexandre na lateral e adiantou Marcelinho, formando uma dupla pelo lado direito para neutralizar Capixaba, mas o plano não funcionou.
  • O Remo passou a errar mais na transição: foram setenta e nove tentativas de bolas longas, com baixa precisão nos passes e apenas vinte e cinco por cento de acerto nos cruzamentos no segundo tempo.
  • Isidro Pitta abriu o placar para o Bragantino, Taliari empatou com um golaço e Marcelinho lembrou o atacante ao fazer o segundo gol do Remo; o Bragantino voltou a ficar na frente com Pitta, pela esquerda.
  • No segundo tempo, o Remo caiu de rendimento e o Bragantino criou oito finalizações, contra apenas uma do Remo, levando o jogo a praticamente dai.

O Remo foi derrotado por 4 a 2 pelo Red Bull Bragantino neste domingo, 19, no Estádio Cícero de Souza Marques, pela 12ª rodada do Brasileirão 2026. O time azulino mostrou desempenho apenas no primeiro tempo e caiu de rendimento após o intervalo, abrindo espaço para o adversário decidir a partida.

A linha defensiva e as margens do campo foram os pontos-chave da atuação. A estratégia de Léo Condé, que dobrou a marcação pela direita com Matheus Alexandre e Marcelinho adiantado, visava neutralizar o lado esquerdo do Bragantino, especialmente as subidas de Capixaba, e explorar o espaço nas costas do oponente. No entanto, o plano não se sustentou diante das movimentações do Massa Bruta.

Desdobramentos da tática e mudanças no time

Na prática, o primeiro gol surgiu daquele lado, exponenciando vulnerabilidade nos flancos. A adaptação com Yago Pikachu para função híbrida foi ventilada, assim como recuar Marcelinho e manter Matheus Alexandre em atuação mais discreta. Alef Manga saiu do time titular para Jajá ganhar velocidade pelos lados.

O Remo tentou sustentar o ritmo com transições rápidas, usando bolas longas e cruzamentos. No entanto, foram 69 lançamentos nesse formato e apenas 25% de acerto nos cruzamentos, com a segunda etapa ainda pior. Marcelinho marcou em busca de equilíbrio, mas o time seguiu sem encaixe defensivo e ofensivo consistente.

Desempenho individual e desdobramentos

Defensivamente, Marcelinho teve atuação mais firme no ataque do que na recomposição, enquanto Matheus Alexandre teve participação reduzida na frente. O Remo perdeu mais da metade dos duelos individuais, apesar da tentativa de reforçar o meio-campo com Zé Welison e Patrick.

A ausência de Leonel Picco, apontado como o principal marcador da equipe, gerou espaço para falhas na saída de bola. Na etapa inicial, o jogo manteve competitividade, com gols alternados de Isidro Pitta e Taliari, além de uma finalização de Marcelinho em jogada de velocidade pelos lados.

Conclusão tática e próximos passos

No segundo tempo, o Bragantino manteve o domínio, abriu três chances em 10 minutos e converteu duas. O Remo desorganizou-se e não conseguiu reagir, encerrando a eficiência de jogo em alta no início da etapa. A partida evidencia os problemas de consistência do elenco azulino ao longo dos 90 minutos.

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