- O estudo da Universidade de São Paulo mostrou que o VAR aumento o tempo de bola em jogo e reduziu impedimentos.
- No Brasil, o árbitro de vídeo foi implementado em dois mil e dezessete e apareceu no Campeonato Brasileiro em dois mil e dezenove.
- A média de impedimentos caiu de três vírgula dois para dois vírgula oito por jogo.
- O tempo regular de jogo aumentou em mais de dois minutos, considerado estatisticamente muito significativo.
- Cartões, pênaltis, gols e faltas permaneceram estáveis, indicando que o VAR corrige decisões sem alterar o fluxo do jogo.
O estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) avaliou a instalação do árbitro assistente de vídeo, o VAR, em ligas ao redor do mundo. Liderado pelo professor Bruno Bedo, o levantamento analisou 3.420 partidas entre 2015 e 2023, com foco no Brasileirão. No Brasil, o VAR chegou em 2017; a implementação no Campeonato Brasileiro ocorreu em 2019.
A pesquisa contou com parcerias nacionais e internacionais, incluindo universidades no Peru, Espírito Santo e Paraná. Os dados foram cruzados a partir de súmulas oficiais após coleta via API, para evitar duplicidades e assegurar confiabilidade.
Entre os indicadores, destacam-se tempo de bola em jogo e número de impedimentos. Dos 3.420 jogos, 1.520 foram sem VAR (2015-2018) e 1.900 com VAR (2019-2023). Também foram avaliados gols, pênaltis, cartões, faltas e tempo de jogo em cada tempo.
Os resultados indicam que o VAR reduziu a média de impedimentos de 3,2 para 2,8 por partida. Além disso, houve aumento de mais de dois minutos no tempo regular de jogo, considerado estatisticamente significativo.
Cartões, pênaltis, faltas e gols permaneceram estáveis, sugerindo que o VAR atua como corretivo de decisões isoladas, sem alterar o fluxo disciplinar ou ofensivo do confronto.
Impactos internacionais
Em comparação com ligas como Bundesliga, Serie A, Premier League e La Liga, o padrão observado no estudo brasileira segue tendências globais. A pesquisa aponta que o futebol de elite manteve desenho tático e disciplina, mesmo com a intervenção tecnológica.
O estudo conclui que, no primeiro escalão nacional, o VAR intensifica a duração efetiva das partidas e diminui interrupções por impedimento, sem modificar significativamente outros aspectos do jogo. A análise reforça a ideia de que a tecnologia funciona como apoio aos árbitros, não como fator de mudança de estilo.
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