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Estudo da USP aponta que VAR aumentou tempo de jogo e reduziu impedimentos

USP aponta que VAR aumenta tempo de bola em jogo e reduz impedimentos, com impactos neutros em cartões, pênaltis e gols no Brasileirão

Corinthians e Vasco se enfrentam em partida válida pela Copa do Brasil 2025 - (crédito: PETER LEONE/ ESTADÃO CONTEÚDO)
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  • O estudo da Universidade de São Paulo mostrou que o VAR aumento o tempo de bola em jogo e reduziu impedimentos.
  • No Brasil, o árbitro de vídeo foi implementado em dois mil e dezessete e apareceu no Campeonato Brasileiro em dois mil e dezenove.
  • A média de impedimentos caiu de três vírgula dois para dois vírgula oito por jogo.
  • O tempo regular de jogo aumentou em mais de dois minutos, considerado estatisticamente muito significativo.
  • Cartões, pênaltis, gols e faltas permaneceram estáveis, indicando que o VAR corrige decisões sem alterar o fluxo do jogo.

O estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) avaliou a instalação do árbitro assistente de vídeo, o VAR, em ligas ao redor do mundo. Liderado pelo professor Bruno Bedo, o levantamento analisou 3.420 partidas entre 2015 e 2023, com foco no Brasileirão. No Brasil, o VAR chegou em 2017; a implementação no Campeonato Brasileiro ocorreu em 2019.

A pesquisa contou com parcerias nacionais e internacionais, incluindo universidades no Peru, Espírito Santo e Paraná. Os dados foram cruzados a partir de súmulas oficiais após coleta via API, para evitar duplicidades e assegurar confiabilidade.

Entre os indicadores, destacam-se tempo de bola em jogo e número de impedimentos. Dos 3.420 jogos, 1.520 foram sem VAR (2015-2018) e 1.900 com VAR (2019-2023). Também foram avaliados gols, pênaltis, cartões, faltas e tempo de jogo em cada tempo.

Os resultados indicam que o VAR reduziu a média de impedimentos de 3,2 para 2,8 por partida. Além disso, houve aumento de mais de dois minutos no tempo regular de jogo, considerado estatisticamente significativo.

Cartões, pênaltis, faltas e gols permaneceram estáveis, sugerindo que o VAR atua como corretivo de decisões isoladas, sem alterar o fluxo disciplinar ou ofensivo do confronto.

Impactos internacionais

Em comparação com ligas como Bundesliga, Serie A, Premier League e La Liga, o padrão observado no estudo brasileira segue tendências globais. A pesquisa aponta que o futebol de elite manteve desenho tático e disciplina, mesmo com a intervenção tecnológica.

O estudo conclui que, no primeiro escalão nacional, o VAR intensifica a duração efetiva das partidas e diminui interrupções por impedimento, sem modificar significativamente outros aspectos do jogo. A análise reforça a ideia de que a tecnologia funciona como apoio aos árbitros, não como fator de mudança de estilo.

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