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Novas decisões do STJD indicam efeitos suspensivos em casos de ganchos

STJD reduz uso automático de efeito suspensivo, acelera pautas e aumenta rigor com treinadores e jogadores; Hugo Souza teve efeito suspensivo mantido, Abel Ferreira não

Tribunal está recalibrando o peso de algumas atitudes de jogadores e técnicos
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  • O STJD está recalibrando punições e acelerando julgamentos na Série A, com foco especial nas denúncias do fim de semana anterior.
  • Hugo Souza, goleiro do Corinthians, recebeu efeito suspensivo e pôde atuar contra o Vitória.
  • Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, não teve efeito suspensivo e cumpriu pena de seis jogos em primeira instância.
  • Carrascal, do Flamengo, teve efeito suspensivo após expulsão na Supercopa, com mudanças posteriores na punição em primeira instância.
  • O tribunal sinaliza maior rigor em relação a conduta de treinadores e a críticas à arbitragem, alinhando-se a discussões sobre formação de liga.

O STJD tem recalibrado o peso de atitudes de jogadores e técnicos, buscando acelerar julgamentos na Série A. Decisões recentes indicam menor tolerância a comportamentos disciplinários e mais rigor na concessão de efeito suspensivo.

O objetivo é tornar o julgamento mais rápido, com pautas priorizadas para jogos do fim de semana anterior. A prática anterior colocava decisões em pauta com menos de uma semana, às vezes antes do confronto seguinte.

Hugo Souza, do Corinthians, recebeu efeito suspensivo após uma entrevista beira de campo. Já Abel Ferreira, do Palmeiras, não obteve o mesmo benefício, mantendo seis jogos de suspensão após expulsão contra o São Paulo.

Essa diferença acontece em meio a mudanças que incluem também critérios sobre falas da arbitragem e comportamento de treinadores. O STJD tem reforçado a necessidade de atuação responsável no gramado e fora dele.

Nova linha de atuação nos casos

No caso de Hugo Souza, o goleiro não tinha suspensão automática, pois não houve expulgação de expulsão direto. O efeito suspensivo evita cumprir metade da pena até a conclusão de eventual recurso, mantendo a possibilidade de julgamento no Pleno.

Abel Ferreira, por sua vez, teve a pena mantida em primeira instância e o recurso não alterou o resultado. A orientação atual prioriza rapidez na análise, mas exige fundamentação jurídica sólida para cada caso.

Carrascal e a estratégia de punição

O caso do colombiano Carrascal, do Flamengo, passou por mudanças rápidas em semanas próximas. Inicialmente quatro jogos foram aplicados, com o Pleno reduzindo para dois. Em seguida houve nova suspensão em primeira instância.

O futebol brasileiro tem discutido formas de transformar sanções em instrumentos pedagógicos, inclusive com medidas financeiras. Entretanto, o STJD manteve a posição de que punição deve afetar a participação em jogos para preservar a função educativa.

O presidente do STJD explicou que mediadas como conversão de pena em ações sociais não se justificam quando há possibilidade de cumprir a sanção na mesma temporada. A busca é manter a sanção como meio de dissuasão eficaz.

Outros desdobramentos recentes

O zagueiro David Duarte, do Bahia, recebeu efeito suspensivo neste fim de semana após punição anterior, também envolvendo jogo com Flamengo. A prática de conceder o benefício continua sob avaliação, com foco em casos recorridos da semana anterior.

Analistas destacam que a nova linha de atuação tende a exigir análise jurídica mais aprofundada antes de conceder ou negar o efeito suspensivo. A tendência é evitar que a demora do Pleno gere desfalques prolongados.

Fonte interna indica que a pauta do Pleno passou a receber casos da semana anterior, reduzindo a janela entre decisão e jogo. O objetivo é conferir mais celeridade aos desfechos sem comprometer a qualidade jurídica das decisões.

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