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São Januário completa 99 anos; reforma depende da venda da potencial construtivo

Vasco não inicia a reforma de São Januário; venda de direitos de construção, com cerca de 280 mil m², pode levantar até R$ 500 milhões

São Januário antes da partida entre Vasco e Audax Italiano (Foto: Matheus Lima/Vasco)
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  • São Januário completou 99 anos e a reforma depende da venda do potencial construtivo via Transferência do Direito de Construir.
  • A Lei Complementar 272 foi aprovada em junho de 2024, sancionada em julho e regulamentada em dezembro, abrindo cerca de 280 mil metros quadrados para comercialização, com expectativa de arrecadar aproximadamente R$ 500 milhões para financiar a reforma.
  • O início das obras está condicionado à venda da maior parte do potencial; duas empresas já teriam apalavrado cerca de 60 mil metros quadrados, mas a diretoria quer assegurar a maior parte antes de emitir a ordem de serviço.
  • O terreno Marapendi, na Barra da Tijuca, com cerca de 200 mil metros quadrados, é peça central para absorver o maior volume do potencial; o Terra Encantada também foi cogitado, mas a aquisição pela Cyrela reduziu essa opção.
  • Sem definição da operação, não há prazo oficial; interna e publicamente, há a ideia de começar após o centenário, em 2027, mas a meta é iniciar antes, se houver segurança financeira para evitar interrupções.

São Januário completa 99 anos enquanto a reforma do estádio segue travada. O Vasco continua sem iniciar as obras, aguardando a venda do potencial construtivo para destravar o financiamento da intervenção.

O clube usa a Transferência do Direito de Construir como alavanca financeira. A medida foi aprovada pela Câmara Municipal do Rio em 2024, sancionada pelo prefeito, e regulamentada por decretos no final do ano. Hoje o terreno pode gerar recursos para a obra.

A operação: o Vasco vende parte do seu potencial construtivo não utilizado, estimado em cerca de 280 mil m², para incorporadoras. A meta é levantar aproximadamente R$ 500 milhões para custear integralmente a reforma.

Duas empresas teriam apalavrado a compra de cerca de 60 mil m², o que não basta para o clube iniciar as obras. A diretoria prefere fechar a negociação principal antes de emitir a ordem de serviço, para reduzir o risco de paralisações.

Espaços em foco

O terreno Marapendi, na Barra da Tijuca, com aproximadamente 200 mil m², aparece como principal opção para absorver o volume maior do potencial. O espaço tem atraído interesse de incorporadoras e é visto como crucial no planejamento financeiro.

O antigo terreno do Terra Encantada também foi cogitado, mas a aquisição pela Cyrela e a vinculação ao Parque Olímpico reduziram essa possibilidade. Atualmente, não há definição formal sobre o início das obras.

Sem acordo definitivo, o Vasco não fixa prazo para o começo da reforma. Circulam rumores de iniciar após o centenário, em 2027, com uma partida comemorativa, mas a diretoria não considera esse cenário como ideal.

O objetivo da diretoria permanece acelerar o processo, assegurando segurança financeira para evitar interrupções. A estrutura jurídica e o apoio político já estão presentes; falta transformar o potencial construtivo em recursos efetivos para a reforma.

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