- John Textor afirmou que pode deixar o Botafogo se a Ares encontrar investidor e outra pessoa puder investir, dizendo que não é sobre ele, é sobre o clube.
- Ele apresentou uma proposta de investimento de US$ 25 milhões em formato de equity, com emissão de novas ações, mantendo 10% da SAF pelo Botafogo social, que precisa aprovar mudanças societárias.
- O edital da AGE previa aumento de capital de R$ 125 milhões com emissão de novas ações da Classe B pela Eagle Football Group, e a renúncia do direito de preferência pelos atuais acionistas.
- Textor pediu autorização para o investimento de US$ 25 milhões ser aprovado ou, alternativamente, para criar ações para atrair investidores externos.
- O Botafogo vive momento financeiro delicado, com transfer ban nacional por atraso em parcela de refinanciamento, impedindo o registro de novos atletas por seis meses.
O empresário americano John Textor abriu a possibilidade de deixar o Botafogo caso encontre um investidor diferente para entrar no clube. A declaração foi dada antes da partida contra a Chapecoense e após ele reclamar do adiamento da Assembleia Geral Extraordinária.
Textor ressaltou que prefere sair de forma abrupta do que continuar sem ter respaldo para investir. Segundo ele, a decisão é do Botafogo e não dele, mas depende de existirem condições legais para o aporte de capital. Ele citou a Ares como parte do esforço para financiar o clube.
A assembleia foi convocada para o dia 20 de abril, com presença prevista de acionistas e advogados. A ideia era decidir medidas de capitalização, mas houve ausência de representantes da Eagle Bidco, alvo de críticas do empresário.
O executivo apresentou uma carta-proposta de investimento de US$ 25 milhões, estruturada como aporte de capital próprio (equity). A ideia prevista envolve emissão de novas ações pela SAF do Botafogo, mantendo o clube social com 10% da SAF.
Entre os pontos do edital da AGE estão o aumento de capital da SAF em R$ 125 milhões, com subscrição de ações pela Eagle Football Group; a provável renúncia de direito de preferência pelos atuais acionistas; e a ratificação de um empréstimo adquirido pela GDA Luma no início de fevereiro.
Conforme apuração do ge, o aporte de US$ 25 milhões representaria a primeira etapa de um conjunto de investimentos obrigatórios para regularizar a situação financeira do clube. O Botafogo enfrenta, há semanas, um transfer ban nacional por pendências com credores, dificultando o registro de novos atletas.
A reunião da AGE foi marcada para ocorrer novamente no dia 27, caso não haja quórum na primeira sessão. Textor pediu transparência e o avanço de propostas de capital, sob a justificativa de atender as necessidades do clube e dos torcedores.
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