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Diretor financeiro do Atlético detalha dívida e admite impacto

Diretor financeiro revela endividamento de R$ 1,7 bilhão do Atlético com juros elevados; aporte de R$ 500 milhões deve quitar dívidas na segunda metade de maio

Foto: Pedro Souza / Atlético / Esporte News Mundo
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  • O Atlético tem endividamento de cerca de R$ 1,7 bilhão, segundo o diretor financeiro Thiago Maia.
  • Desse total, aproximadamente R$ 1 bilhão são dívidas bancárias; na SAF, quase R$ 600 milhões são dívidas bancárias, impactadas pela taxa Selic em torno de 14,75% ao ano.
  • Há cerca de R$ 400 milhões de dívida bancária da arena, incluindo o CRI, que fica em torno de R$ 300 milhões.
  • Também há dívida tributária, na casa de R$ 400 milhões e poucos; o restante envolve contas a pagar e a receber, somando cerca de R$ 300 milhões.
  • Os juros anuais chegam a aproximadamente R$ 250 milhões; um aporte de R$ 500 milhões deve chegar na segunda metade de maio para quitar débitos bancários.

O Atlético informou, por meio do atual diretor financeiro e administrativo da SAF, Thiago Maia, o tamanho da dívida que envolve o clube. Em entrevista divulgada no canal Sports Market Makers, no YouTube, ele descreveu o endividamento como expressivo e apontou valores próximos de 1,7 bilhão de reais.

Segundo Maia, aproximadamente 1 bilhão de reais correspondem a dívidas bancárias ativas, com cerca de 600 milhões ligados à SAF e juros elevados pela taxa Selic, hoje em torno de 14,75% ao ano. Ele destacou ainda uma dívida de 400 milhões associada ao estádio, incluindo o CRI da arena, estimada em 300 milhões.

Além disso, o dirigente citou cerca de 400 milhões de dívida tributária, parcelada a longo prazo, sujeita às mesmas pressões de juros. O restante envolve diferenças entre contas a pagar e receber, totalizando o montante citado. Ele ressaltou que a soma destes itens resulta em 1,7 bilhão.

Composição da dívida

Maia detalhou a participação de cada bloco de endividamento e o peso dos juros anuais. A dívida com o estádio é apontada como principal entrave, devido aos encargos financeiros do CRI e ao impacto da taxa de juros no custo total.

Aporte esperado

Para reduzir o peso da dívida, está previsto um aporte de 500 milhões de reais na segunda quinzena de maio. O recurso deve quitar dívidas bancárias e permitir a reorganização financeira da SAF, com o objetivo de colocar o clube nos trilhos novamente.

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