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Botafogo enfrenta dívida salarial; recuperação judicial impede rescisões

Botafogo solicita recuperação judicial para impedir rescisões de jogadores, diante de dívida de cerca de R$ 2,6 bilhões e afastamento de John Textor da SAF

John Textor foi afastado da SAF do Botafogo por conta de divída bilionária
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  • O Botafogo entrou com pedido de recuperação judicial e teve John Textor afastado do comando da SAF para proteger a continuidade das atividades.
  • A dívida do clube é de aproximadamente R$ 2,6 bilhões, com patrimônio líquido negativo de R$ 427 milhões, indicando ativos menores que dívidas.
  • A equipe não tem liquidez para pagar os salários do elenco no próximo mês, e a medida judicial busca impedir rescisões unilaterais por parte de atletas e fornecedores essenciais.
  • A Lei Geral do Esporte prevê rescisão de contrato por atraso de salários por dois meses; o clube argumenta que o ajuizamento da tutela cautelar impede a cobrança de dívidas anteriores.
  • Dificuldades para renovar com jogadores-chave, como o zagueiro Alexander Barboza, e críticas à gestão da Eagle Football Holdings, braço financeiro de Textor, que segundo o Botafogo prioriza o Lyon e afetaria a sustentabilidade da SAF.

O Botafogo vive crise financeira grave, agravada pela saída de John Textor da direção da SAF. O clube protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial para impedir rescisões unilaterais de atletas e fornecedores enquanto a situação é reavaliada. A medida visa preservar as atividades do futebol profissional.

Segundo o documento encaminhado à 2ª Vara Empresarial do Rio, a instituição não tem recursos para honrar a folha salarial do próximo mês. A falta de liquidez também preocupa a gestão com contratos em andamento e pagamentos vinculados ao plano de recuperação.

Situação financeira e recuperação judicial

A dívida do Botafogo é estimada em cerca de R$ 2,6 bilhões, conforme petição protocolada. O balanço de dezembro de 2025 aponta prejuízos líquidos nos três exercícios anteriores e patrimônio líquido negativo de R$ 427 milhões, evidenciando que dívidas superam ativos.

A SAF alega que a recuperação judicial é essencial para evitar o colapso de tesouraria. A tutela cautelar antecipa medidas para manter contratos-chave, impedindo rescisões por inadimplência enquanto o plano é definido.

Implicações contratuais e legislação

A Lei Geral do Esporte permite rescisão de contrato por atraso de salários, direito de imagem ou FGTS por dois meses ou mais. Os advogados do Botafogo sustentam que a ação judicial impede o pagamento de dívidas anteriores, suspendendo o efeito da mora salarial.

O clube também busca manter a integridade de seu elenco, diante de dificuldades para renovar com jogadores importantes, como o zagueiro Alexander Barboza, alvo de interesse do Palmeiras.

Origem da crise e gestão recente

A crise é associada a fatores ligados à Eagle Football, rede de clubes ligada a Textor. O Botafogo aponta que transferências somam 146 milhões de euros para Lyon e outros clubes do grupo entre 2024 e 2025, sem retorno aos cofres alvinegros.

Gestores nomeados pela Ares Management, principal credora, passam a administrar a Eagle Football Holdings. O Botafogo sustenta que a prioridade de capitalização do Lyon prejudica a sustentabilidade da SAF do clube carioca.

Caminhos futuros e próximos passos

A recuperação judicial deverá receber aval da Justiça para que o plano de recuperação seja definido sem prejuízo aos contratos essenciais. A diretoria busca manter operações e evitar golpadas que comprometam o andamento esportivo do time.

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