- Após goleada por 4 a 0 para o Flamengo na Arena MRV, Atlético-MG amarga terceira derrota seguida no Brasileirão e fica próximo da zona de rebaixamento no período recente.
- Pedro Daniel, CEO da SAF do Atlético-MG, afirmou que o clube ainda não tem o mesmo nível de faturamento de Palmeiras e Flamengo, e precisa ser eficiente para competir.
- A dívida total do clube soma aproximadamente R$ 1,7 bilhão, com parte onerosa que gera maior impacto financeiro e precisa de aporte para reduzir custos.
- A dívida envolve cerca de R$ 600 milhões de passivo bancário, aproximadamente R$ 500 milhões tributários e quase R$ 300 milhões de CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) ligados à Arena; o investimento em jogadores é visto como ativo, não como gasto imediato.
- Os acionistas Rubens e Rafael Menin preparam aporte de cerca de R$ 500 milhões para reduzir o peso com bancos, o que elevaria as ações dos Menin para mais de 50%; o anúncio depende de votação prevista para início de maio.
O Atlético-MG enfrenta um momento complicado após a goleada de 4 a 0 para o Flamengo na Arena MRV. A derrota representa a terceira seguida no Brasileirão e aproxima o time da zona de rebaixamento. A crise financeira do clube também é tema constante nos bastidores.
O CEO da SAF, Pedro Daniel, assumiu o cargo em dezembro de 2025 com a missão de reequilibrar as finanças. Ele participou do programa Fala Aí, do Canal UOL, para explicar a visão financeira e as dificuldades de competir com Palmeiras e Flamengo, que possuem faturamento significativamente maior.
Daniel afirma que o caminho passa por eficiência e ritmo de mudanças, destacando que o mercado do futebol hoje exige maior profissionalização. Segundo ele, a dívida total do clube atinge aproximadamente R$ 1,7 bilhão, com impactos diretos no orçamento e na construção de um elenco competitivo.
Estrutura da dívida e estratégias
O CEO detalha a decomposição da dívida: haverá um esforço para reperfilamento, reduzindo o peso da parte onerosa e tratando parte como investimento. O passivo envolve dívida bancária, tributos e instrumentos como contratos de atletas.
Além disso, está em andamento um aporte de cerca de R$ 500 milhões pelos acionistas majoritários, Rubens e Rafael Menin. A ideia é reduzir o montante devido aos bancos e aumentar a participação acionária dos Menin para acima de 50%.
Prazo e tramitação
O aporte, inicialmente previsto para até o fim de abril, deve ser formalizado no próximo mês. A demora decorre de questões de aprovação e do rito institucional envolvendo o Conselho Associativo, com decisão marcada para o início de maio.
Daniel reforça a diferença entre o andamento operacional do clube e o anúncio oficial. A confirmação depende de votações internas e de cumprir o protocolo estatutário antes de tornar público qualquer ajuste relevante.
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