- Dante, zagueiro do Nice, vive a última temporada aos 42 anos e vai se aposentar em maio; a ideia é seguir a carreira como treinador, já com licenças UEFA Pro.
- Em entrevista ao Estadão, ele analisa a derrota por sete a um para a Alemanha em 2014, destacando a lesão de Neymar e o impacto emocional no time.
- O jogador explica a longevidade: treino intenso, bons hábitos, alimentação, descanso e o amor pelo futebol que sustenta a forma em alta competição.
- Sobre a seleção brasileira, ele acredita no potencial para a Copa, elogia a defesa e comenta a atuação de Vinícius Júnior na luta antirracista.
- Dante comenta a luta contra o racismo no futebol, defendendo educação, união de comunidades e responsabilidade para moldar um mundo mais ético; cita Balotelli como exemplo.
Dante, zagueiro francês do Nice, fala sobre longevidade aos 42 anos, planos de transição para treinador e visão sobre a seleção brasileira. Em entrevista ao Estadão, ele comenta a atual campanha do clube francês e relembra lições da derrota histórica para a Alemanha na Copa de 2014.
O atleta, que completará 43 em julho, afirma que a permanência em alto nível depende de hábitos de treino, alimentação e recuperação. Ele pretende encerrar a carreira no fim da temporada 2025/26 e já busca credenciais de treinador, com licenças da UEFA Pro em mãos.
Aos 42 anos, Dante encara a última temporada no Nice, onde atua desde 2016. Aposentadoria está prevista para maio, seguida pela iniciação à carreira técnica, com planos de atuar já como treinador em breve.
Sobre a seleção brasileira, ele destaca a união de 2013 e a luta antirracista no futebol. O zagueiro avalia que o time atual pode vencer a Copa, desde que mantenha foco, consistência defensiva e apoio da torcida, sem recorrer a desculpas.
Na análise da derrota histórica de 2014, Dante aponta dois fatores centrais: a lesão de Neymar e o abalo emocional que afetaram o equilíbrio do elenco. Segundo ele, houve excesso de desejo de vitória, sem freios racionais em alguns momentos.
Ele ressalta que Neymar é insubstituível, em igual nível a Mbappé em 2018 e Messi em 2022, e que o time alemão soube manter a pressão mesmo diante das desvantagens. Para o zagueiro, aprender com a derrota é essencial para o crescimento.
Sobre as ligas da França e da Alemanha, Dante afirma que a francesa é física e formadora de jogadores, enquanto a alemã oferece mais estrutura, finanças e competição. Isso influencia nas trajetórias de jogadores que saem para outras ligas.
Questionado sobre vestir outra camisa, o jogador diz ter sonhado jogar pelo Bahia, sua origem, mas admite que o timing não favoreceu a transferência. Mesmo assim, ele continua torcendo pelo clube e segue a carreira.
O futebol brasileiro, segundo ele, pode se beneficiar com uma defesa sólida e base técnica estável, mesmo com algumas oscilações de desempenho. O treinador Antonio, o time pode retomar o caminho de vitórias com base em organização.
Sobre Vini Jr, Dante enxerga a luta antirracista como batalha longa, que depende da educação social desde a base. Ele enfatiza que atitudes discriminatórias não podem ser toleradas, destacando a necessidade de união entre diferentes comunidades para um futebol mais ético.
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