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Corinthians inicia 2026 com déficit de quase R$ 100 milhões no bimestre

Corinthians fecha fevereiro com déficit de R$ 93,667 milhões no início de 2026, devido à premiação de Copa do Brasil e tributos por transfer ban

Presidente do Corinthians, Osmar Stabile, na apresentação do executivo Marcelo Paz no CT Dr. Joaquim Grava — Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
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  • Corinthians abriu 2026 com déficit de R$ 93,667 milhões nos dois primeiros meses, 55,7% acima do déficit estimado no orçamento (R$ 60,518 milhões).
  • A diferença resulta da premiação aos atletas pelo título da Copa do Brasil de 2025 e de tributos ligados à quitação da dívida com o Santos Laguna, para derrubar o transfer ban; desembolsos não recorrentes somaram R$ 38,601 milhões.
  • Receita operacional bruta no período foi de R$ 143,673 milhões, com as principais fontes: patrocínios e publicidade (R$ 64,083 milhões), bilheteria e Fiel Torcedor em dias de jogo (R$ 27,431 milhões) e direitos de transmissão (R$ 26,619 milhões).
  • Custos e despesas operacionais somaram R$ 132,562 milhões, sendo a maior parte destinada a pessoal (R$ 101,077 milhões).
  • Passivo a descoberto chegou a R$ 869,867 milhões em fevereiro de 2026; orçamento de 2026 prevê superávit de R$ 12 milhões, com revisão do orçamento prevista para o meio do ano.

O Corinthians encerrou o primeiro bimestre de 2026 com déficit de R$ 93,667 milhões, conforme balancetes divulgados pelo clube. O prejuízo é 55,7% maior que o déficit estimado no orçamento para janeiro e fevereiro, de R$ 60,518 milhões.

A diretoria financeira aponta duas causas principais: a premiação recebida pelos atletas pelo título da Copa do Brasil de 2025, confirmado em dezembro, e os tributos pagos para quitar a dívida com o Santos Laguna, do México, reduzindo o transfer ban. Despesas não recorrentes somaram R$ 38,601 milhões.

No período, a receita operacional bruta somou R$ 143,673 milhões, com destaque para patrocínios e publicidade (R$ 64,083 milhões), bilheteria e programa Fiel Torcedor em dias de jogo (R$ 27,431 milhões) e direitos de transmissão (R$ 26,619 milhões).

Os custos e despesas operacionais chegaram a R$ 132,562 milhões nos dois meses, sendo a maior parte destinada a pessoal, com R$ 101,077 milhões. Houve recebimento de R$ 1,698 milhão em cessões e empréstimos de atletas, enquanto as transações de direitos de jogadores tiveram saída de R$ 6,488 milhões.

Ao somar itens não recorrentes, depreciações, amortizações e encargos financeiros, o resultado final é o déficit registrado de R$ 93,667 milhões. O passivo a descoberto aumentou de R$ 774,194 milhões em dezembro de 2025 para R$ 869,867 milhões em fevereiro de 2026.

Perspectivas e próximos passos

Nos balancetes, a diretoria informa que, no meio do ano, haverá revisão do orçamento, conforme prevê o estatuto. O orçamento de 2026 projetava um superávit de R$ 12 milhões, ainda sob avaliação de metas e ajustes.

O Conselho Deliberativo aprovou o balanço de 2025, destacando ressalvas de auditoria independente, do Conselho Fiscal e do Cori. A temporada 2026 é acompanhada de perto pela imprensa e pela torcida, com foco na schade financeira e no desempenho esportivo.

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