- O Coritiba divulgou o balanço de 2025 com aumento de receitas, mas com prejuízo expressivo.
- Transferências renderam R$ 41,4 milhões, mais de 50% acima de 2024, incluindo vendas diretas, percentuais e solidariedade.
- Outros itens que cresceram: programa de sócios, R$ 26,2 milhões, e patrocínios, R$ 19,1 milhões.
- Igor Paixão teve transferência ao Olympique de Marseille, contribuindo com cerca de R$ 39 milhões para o clube, com 20% dos direitos econômicos retidos; Kaio César, Natanael e Jean Pedroso também deixaram o clube.
- O déficit ficou em R$ 113,9 milhões, fruto de custos do futebol de R$ 107,2 milhões; a diretoria aposta na volta à Série A para melhorar receitas.
O Coritiba apresentou, nesta quinta-feira (30), o balanço financeiro de 2025, revelando um cenário de contraste: crescimento expressivo de receitas com transferências, aliado a um déficit significativo no fim do período. O clube informa que a temporada foi positiva para o caixa por meio de negociações de jogadores, mas negativa no resultado final.
Entre as receitas, o clube registrou aumento em diversas frentes. As transferências somaram 41,4 milhões de reais, mais do que o dobro de 2024, quando ficou em cerca de 18 milhões. O crescimento decorre de negociações diretas, percentuais de direitos e mecanismos de solidariedade. Também houve aumento de receitas com sócios e patrocínios, que chegaram a 26,2 milhões e 19,1 milhões, respectivamente.
Destaques das transferências
Grande parte do desempenho veio de jogadores formados no próprio clube. Igor Paixão teve venda ao Olympique de Marseille avaliada em cerca de 39 milhões de reais para o Coritiba, por manter 20% dos direitos econômicos. Outros atletas transferidos incluem Kaio César, para o Al-Hilal, em janeiro de 2025, Natanael, vendido ao Atlético-MG, e Jean Pedroso, para o Karpaty, da Ucrânia.
Resultado financeiro e próximos passos
Mesmo com o crescimento de receitas, o balanço aponta déficit de 113,9 milhões de reais no exercício. O custo do futebol atingiu 107,2 milhões, englobando a equipe profissional e categorias de base, impactando a receita líquida. A diretoria aposta que o retorno à Série A possa ampliar as receitas de transmissão, patrocínios e bilheteria, favorecendo uma virada no desempenho financeiro.
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