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Déficit milionário da CBF ligado a clube sem divisão nacional, veja detalhes

Déficit de R$ 182,5 milhões da CBF, explicado pela regularização de dívidas antigas; efeito principal recai sobre o Icasa, sem divisão nacional.

Aprovação de contas da CBF aponta déficit no balanço financeiro do ano de 2025 (Crédito: Lívia Villas Boas/CBF)
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  • A CBF aprovou as contas de 2025 com déficit de R$ 182,5 milhões, principalmente por investimentos para regularizar passivos de gestões anteriores.
  • O principal impacto financeiro é atribuído ao Icasa, clube cearense que hoje não disputa nenhuma divisão nacional.
  • O Icasa recebeu indenização de R$ 80 milhões da CBF, após disputa envolvendo erro no registro de atletas que favoreceu o Figueirense em 2013.
  • O clube tem dívidas trabalhistas e cerca de 100 ações, devendo ficar com apenas aproximadamente 20% do valor pago pela CBF, cerca de R$ 16 milhões, aumentando o risco de não receber o montante integral.
  • Além do caso Icasa, o balanço evidencia gastos com ações cíveis/trabalhistas (R$ 17 milhões), provisão para perdas de crédito (R$ 55 milhões) e investimentos em logística, marketing, tecnologia e assessoria jurídica; a projeção de receita para 2026 é de cerca de R$ 2,7 bilhões.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou as contas de 2025, ano inaugural da gestão de Samir Xaud, com déficit de R$ 182,5 milhões. O resultado acusa investimentos para regularizar dívidas antigas. O valor tem como principal impacto o Icasa, clube cearense sem divisão nacional.

A gestão da CBF explicou que o rombo decorre de passivos herdados de gestões anteriores. A apuração aponta que o montante foi destinado a ajustes e pagamentos de pendências com clubes e atletas. A Assembleia Geral Ordinária ocorreu nesta semana.

O Icasa envolve-se diretamente na queda de receitas da entidade. O clube, atualmente ausente de competições nacionais, recebeu, no ano passado, um desbloqueio financeiro da CBF no valor de 80 milhões de reais. O desfecho encerrou uma disputa de quase 13 anos.

Histórico do caso: em 2013, houve irregularidade na escalação de Luan Niédiszielski pelo Figueirense na Série B. O Icasa questionou a decisão e, em 2014, buscou a perda de pontos do Figueirense. O STJD considerou a infração prescrita.

Em agosto de 2014, o Icasa iniciou ação na Justiça Comum cobrando cerca de 33 milhões de indenização. O processo confirmou, em 2018, o direito de receber o montante. A CBF recorreu até outubro de 2025, quando ficou definida a indenização final de 80 milhões.

Mesmo com o depósito, o Icasa não recebe o valor integral. Dívidas trabalhistas acumuladas, penhoras e a ausência de calendário nacional reduzem o montante disponível, estimando-se que apenas 20% do valor seja efetivamente direcionado ao clube, aproximadamente 16 milhões.

A ESPN aponta cerca de 100 ações trabalhistas contra o Icasa, com potencial soma de até 40 milhões. Ainda, 30% do montante poderia ser destinado a honorários advocatícios, estimados em 25 milhões. Celso Pontes confirmou destinação parcial para reformas no CT.

O Icasa, segundo informações, ocupa a segunda posição na Série B do Cearense, com dez pontos. O time está dois pontos atrás do líder Crato, com três vitórias, um empate e uma derrota nos últimos cinco jogos.

Outros itens do balanço da CBF apontam gastos com ações cíveis e trabalhistas, totais de aproximadamente 17 milhões, além de ajustes de provisões de perdas de crédito, que somaram 55 milhões. O estudo também traz investimentos em logística, marketing e tecnologia.

A assembleia aprovou ainda projeção de receita para 2026, estimada em cerca de 2,7 bilhões de reais. O documento destaca aportes com viagens da Seleção e contratos de patrocínio, além de serviços de consultoria institucionais.

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