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Caso Hulk revela nova regra da CBF quem pode trocar de clube no Brasileirão

Hulk ilustra a nova regra da CBF que amplia o limite de jogos para transferências entre clubes na Série A, liberando espaço para jogadores com menos de treze partidas

Hulk não jogou na última derrota, para resolver tratativas com Fluminense (Foto: Pedro Souza / Atlético)
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  • Alteração da regra da CBF: o limite de jogos para transferências entre clubes da Série A subiu de seis para doze, valendo a partir de 2026.
  • Hulk é o primeiro grande exemplo da nova regra: ele soma 12 atuações pelo Atlético-MG e ainda pode ser inscrito pelo Fluminense no meio da temporada; se jogar mais, não poderia trocar de clube dentro do campeonato.
  • Everton Cebolinha tem sete jogos pelo Flamengo e contrato até o fim deste ano.
  • Ganso soma doze jogos pelo Fluminense e tem contrato até dezembro.
  • Gustavo Scarpa atua pelo Atlético-MG, tem contrato até 2027 e soma dez partidas na Série A.

A nova regra da CBF sobre transferências entre clubes da Série A ganhou destaque após o caso de Hulk, atacante do Atlético-MG. A mudança amplia o número de jogos permitidos para que um atleta seja transferido dentro da mesma edição do campeonato, evitando bloqueios abruptos. O tema impacta jogadores com contrato ativo em janeiro de 2026 e que ainda podem atuar por mais equipes no Brasileirão.

Entre os atletas em situação de elegibilidade constam campeões da Libertadores, nomes com passagem pela Seleção e jogadores experientes. Em um universo de 658 atletas cadastrados, cinco aparecem com menos de 13 partidas disputadas neste Brasileirão e ainda podem defender outros clubes.

Everton Cebolinha, 7 jogos, está no Flamengo desde 2022 e tem contrato até o fim deste ano. O atacante já foi tricampeão da Libertadores pelo Grêmio (2017) e pelo Rubro-Negro (2022 e 2025). Ainda não houve renovação contratual.

Ganso soma 12 partidas pelo Fluminense desde 2019. O meia é bicampeão da Libertadores (2011 e 2023) e tem contrato até dezembro. Atingiu o limite anterior da regra, mas permanece elegível até o fim deste campeonato.

Gustavo Scarpa, 10 jogos, atua pelo Atlético-MG com vínculo até 2027. Multicampeão pelo Palmeiras, o meia não tem sido titular absoluto e está incluído no novo teto de transferências internas.

Germán Cano aparece com apenas 2 jogos pelo Fluminense. O centroavante argentino de 38 anos tem contrato até o fim de 2026, enfrenta questões físicas e ainda não iniciou conversas de renovação.

Arboleda, com 6 jogos, é zagueiro equatoriano do São Paulo que vive momento incerto e não se apresenta ao clube há um mês. O Tricolor aguarda contato para definir a situação contratual e possíveis negociações.

Entenda a nova regra da CBF

A mudança amplia o limite de jogos para transferências entre clubes da Série A. Até 2025, podia atuar por outro clube na mesma edição apenas se tivesse feito no máximo seis partidas. A partir da sétima, a possibilidade era bloqueada. Em 2026, o teto passou a ser 12 jogos.

Segundo apuração do Lance!, a regra foi recebida com apoio de dirigentes presentes no Conselho Técnico do Brasileirão. A medida visa dar mais flexibilidade aos clubes na montagem de elenco ao longo da temporada.

O Caso Hulk e a aplicação prática

Hulk tornou-se o primeiro grande exemplo da aplicação da nova regra na Série A. O atacante soma 12 atuações pelo Atlético-MG, mantendo a possibilidade de ser registrado pelo Fluminense no meio do ano. Caso entre em campo pelo Galo novamente, fica impedido de trocar de clube dentro do campeonato.

A situação mostra como o novo teto funciona na prática, evitando que jogadores com poucos jogos pressionem mudanças de equipe enquanto ainda atuam no Brasileirão.

Para ficar de olho: outras mudanças nas normas da CBF

No Conselho Técnico da Série A ficou definido que o limite de nove estrangeiros por time permanece para o Brasileirão deste ano. A possibilidade de reduzir o número ficou para 2027. O aumento gradual de estrangeiros saiu de cinco para nove ao longo dos últimos anos, com a regra vigente desde 2024.

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