- Alteração da regra da CBF: o limite de jogos para transferências entre clubes da Série A subiu de seis para doze, valendo a partir de 2026.
- Hulk é o primeiro grande exemplo da nova regra: ele soma 12 atuações pelo Atlético-MG e ainda pode ser inscrito pelo Fluminense no meio da temporada; se jogar mais, não poderia trocar de clube dentro do campeonato.
- Everton Cebolinha tem sete jogos pelo Flamengo e contrato até o fim deste ano.
- Ganso soma doze jogos pelo Fluminense e tem contrato até dezembro.
- Gustavo Scarpa atua pelo Atlético-MG, tem contrato até 2027 e soma dez partidas na Série A.
A nova regra da CBF sobre transferências entre clubes da Série A ganhou destaque após o caso de Hulk, atacante do Atlético-MG. A mudança amplia o número de jogos permitidos para que um atleta seja transferido dentro da mesma edição do campeonato, evitando bloqueios abruptos. O tema impacta jogadores com contrato ativo em janeiro de 2026 e que ainda podem atuar por mais equipes no Brasileirão.
Entre os atletas em situação de elegibilidade constam campeões da Libertadores, nomes com passagem pela Seleção e jogadores experientes. Em um universo de 658 atletas cadastrados, cinco aparecem com menos de 13 partidas disputadas neste Brasileirão e ainda podem defender outros clubes.
Everton Cebolinha, 7 jogos, está no Flamengo desde 2022 e tem contrato até o fim deste ano. O atacante já foi tricampeão da Libertadores pelo Grêmio (2017) e pelo Rubro-Negro (2022 e 2025). Ainda não houve renovação contratual.
Ganso soma 12 partidas pelo Fluminense desde 2019. O meia é bicampeão da Libertadores (2011 e 2023) e tem contrato até dezembro. Atingiu o limite anterior da regra, mas permanece elegível até o fim deste campeonato.
Gustavo Scarpa, 10 jogos, atua pelo Atlético-MG com vínculo até 2027. Multicampeão pelo Palmeiras, o meia não tem sido titular absoluto e está incluído no novo teto de transferências internas.
Germán Cano aparece com apenas 2 jogos pelo Fluminense. O centroavante argentino de 38 anos tem contrato até o fim de 2026, enfrenta questões físicas e ainda não iniciou conversas de renovação.
Arboleda, com 6 jogos, é zagueiro equatoriano do São Paulo que vive momento incerto e não se apresenta ao clube há um mês. O Tricolor aguarda contato para definir a situação contratual e possíveis negociações.
Entenda a nova regra da CBF
A mudança amplia o limite de jogos para transferências entre clubes da Série A. Até 2025, podia atuar por outro clube na mesma edição apenas se tivesse feito no máximo seis partidas. A partir da sétima, a possibilidade era bloqueada. Em 2026, o teto passou a ser 12 jogos.
Segundo apuração do Lance!, a regra foi recebida com apoio de dirigentes presentes no Conselho Técnico do Brasileirão. A medida visa dar mais flexibilidade aos clubes na montagem de elenco ao longo da temporada.
O Caso Hulk e a aplicação prática
Hulk tornou-se o primeiro grande exemplo da aplicação da nova regra na Série A. O atacante soma 12 atuações pelo Atlético-MG, mantendo a possibilidade de ser registrado pelo Fluminense no meio do ano. Caso entre em campo pelo Galo novamente, fica impedido de trocar de clube dentro do campeonato.
A situação mostra como o novo teto funciona na prática, evitando que jogadores com poucos jogos pressionem mudanças de equipe enquanto ainda atuam no Brasileirão.
Para ficar de olho: outras mudanças nas normas da CBF
No Conselho Técnico da Série A ficou definido que o limite de nove estrangeiros por time permanece para o Brasileirão deste ano. A possibilidade de reduzir o número ficou para 2027. O aumento gradual de estrangeiros saiu de cinco para nove ao longo dos últimos anos, com a regra vigente desde 2024.
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