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SAF no Brasil ameaça o futuro do Botafogo

SAF do Botafogo é colocada à venda no exterior após endividamento de cerca de R$ 2,7 bilhões e punições de transferência, ameaçando o futuro do projeto.

SAF
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  • A SAF Botafogo, parte do Eagle Football Group, foi colocada à venda no mercado internacional, em busca de um eventual investidor para o clube.
  • O endividamento da SAF alcançou cerca de R$ 2,7 bilhões, somando passivo herdado e novas obrigações para montagem de elencos.
  • A crise financeira resultou em transfer bans da Fifa, impedindo o registro de novos atletas até a quitação de 8 milhões de euros em dívidas de transferências.
  • O uso de intervenção de Textor foi interrompido pela decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas, que afastou o empresário do comando; a gestão intermediária ficou com Durcesio Mello.
  • O anúncio de venda, publicado pelo Financial Times, atraiu interessados internacionais, incluindo a empresária sul-coreana Michelle Kang; há também a possibilidade de recuperação judicial para viabilizar pagamento de curto prazo de 1,6 bilhão de reais.

O Botafogo, hoje operando como SAF (Sociedade Anônima do Futebol), enfrenta um momento crítico. Depois de 2024 vitorioso, com título brasileiro e Libertadores, o clube vive um exercício de crise financeira e administrativa contínua. A dívida total da SAF atingiu cerca de R$ 2,7 bilhões, somando passivos herdados e novas obrigações.

A situação se agrava com impedimentos da Fifa para registrar jogadores, devido a dívidas de transferências internacionais. O caso mais conhecido envolve o atacante Rwan Cruz, hoje no Ludogorets, da Bulgária. A punição impede inscrições até a quitação de 8 milhões de euros.

Na prática, a gestão passou por mudanças: o empresário John Textor foi afastado pela Justiça Arbitral da FGV após avaliar acordos sem consentimento dos parceiros. Durcesio Mello assume a direção-geral, enquanto a SAF é colocada à venda no mercado internacional.

O que mudou na gestão e na venda

O anúncio de venda, publicado pelo Financial Times, mira investidores globais. Grupo Eagle Football, dono do Botafogo, responde pela operação. Entre os interessados está a empresária sul-coreana Michelle Kang, que já tem histórico de competição com Textor no Lyon.

O processo envolve um passivo significativo a ser assumido pelo comprador. A recuperação judicial, protocolada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 22 de abril, surge como alternativa para reorganizar dívidas de curto prazo estimadas em cerca de R$ 1,6 bilhão.

Contexto do SAF no Brasil

A SAF, criada pela Lei 14.193/2021, transforma clubes em empresas com governança corporativa e acionistas. O formato busca gestão mais profissional e caminhos para recuperação judicial, tributação simplificada e pagamento de dívidas.

Hoje, além do Botafogo, Bahia, Cruzeiro, Vasco da Gama, Atlético-MG, Fluminense e Athletico-PR operam sob modelos empresariais. Coritiba e Red Bull Bragantino também adotam estruturas de clube-empresa, com resultados variados até 2026.

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