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Câmara do Rio homenageia Afonsinho, ídolo do Botafogo e pioneiro do passe livre

Câmara do Rio homenageia Afonsinho, ídolo do Botafogo, pioneiro do passe livre, marco que abriu a liberdade de negociação, consolidada pela Lei Pelé em mil novecentos e noventa e oito

Afonsinho, ex-Botafogo, foi homenageado pela Câmara do Rio (Foto: Divulgação/Ana Beatriz Mazza)
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  • Câmara do Rio homenageia Afonsinho, ídolo do Botafogo e pioneiro na luta pelo passe livre no futebol brasileiro.
  • A Lei do Passe, vigente na década de setenta, vinculava o jogador ao clube mesmo após o fim do contrato, dificultando transferências sem autorização.
  • Em mil setenta e um, Afonsinho tornou-se o primeiro jogador brasileiro a obter o passe livre, podendo negociar sem depender do clube detentor de seus direitos.
  • A mudança nas relações de trabalho no futebol ocorreu de forma gradual, com a Lei Pelé consolidando a liberdade após o término do contrato em mil novecentos noventa e oito.
  • Afonsinho estreou pelo Botafogo em mil novecentos sessenta e seis, conquistou títulos como o Torneio Rio-São Paulo (mil novecentos sesenta e seis), Campeonatos Cariocas (mil novecentos sessenta e sete e mil novecentos sessenta e oito) e a Taça Brasil (mil novecentos sessenta e oito); encerrou a carreira no Fluminense em mil novecentos oitenta e um.

A Câmara Municipal do Rio homenageou Afonsinho, ídolo do Botafogo e pioneiro na luta pelo passe livre no futebol brasileiro. A homenagem celebra a trajetória do jogador, que abriu caminho para mudanças nas relações profissionais do esporte.

Afonsinho ficou famoso por enfrentar a Lei do Passe, vigente na década de 1970, que vinculava o atleta ao clube mesmo após o término do contrato. Em 1971, ele tornou-se o primeiro brasileiro a obter o passe livre, negociando a transferência sem liberação do clube.

O reconhecimento destaca o papel do atleta na história do futebol, tanto pelo sucesso dentro de campo quanto pela atuação em questões trabalhistas que influenciaram mudanças estruturais. A celebração ocorreu em meio a debates sobre direitos dos jogadores.

Lei do Passe e marco histórico

Na época, a legislação impedia a livre negociação do jogador após o fim do vínculo. O caso de Afonsinho é visto como marco, pois abriu precedente para futuras negociações independentes.

Essa evolução levou, no longo prazo, à consolidação de direitos trabalhistas no esporte e à promulgação da Lei Pelé em 1998, que garantiu liberdade de negociação aos atletas ao término do contrato. Afonsinho é citado como referência histórica.

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