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Time indígena disputa campeonato profissional de futebol no Brasil

Time indígena Originários disputa campeonato profissional pela primeira vez no Brasil, com treze etnias; estreia vitoriosa impulsiona resistência cultural

Campo e sede do Grêmio Esportivo e Recreativo Cruz da Esperança de futebol de varzea
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  • Time Originários, formado por jogadores de 13 povos indígenas de 10 estados, estreou em campeonato profissional no Brasil e treina em Maricá, Rio de Janeiro, com Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (Rani).
  • A vaga veio de uma seleção nacional que recebeu centenas de inscrições; competição prioriza atletas sub‑23 e impõe limites etários.
  • O clube venceu a estreia do campeonato carioca da Série C por 2 a 0.
  • A participação só foi possível graças a um acordo com o clube Carioca Ceres, que tinha a vaga, mas não tinha equipe neste ano. Sem o acordo, seriam necessários cerca de R$ 1,3 milhão para as taxas.
  • O projeto busca ampliar oportunidades para atletas indígenas e prevê a criação de uma equipe feminina indígena para estrear no ano que vem, na Copa Feminina.

O time Originários entrou pela primeira vez na história de campeonatos profissionais de futebol no Brasil. A equipe reúne jogadores de 13 povos indígenas diferentes, oriundos de 10 estados do país, e atua no cenário profissional pela primeira vez.

Treinando em Maricá, no Rio de Janeiro, todos os atletas possuem o Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (Rani). A formação ocorreu a partir de uma seleção nacional com centenas de inscrições, obedecendo às regras de idade do torneio, que privilegia atletas sub-23.

O Originários participou do campeonato carioca da Série C após um acordo com o clube Ceres, que possuía vaga na competição, mas não toparia manter uma equipe neste ano. Sem esse acordo, a equipe deveria levantar cerca de 1,3 milhão de reais apenas para taxas.

A motivação vai além de subir de divisão. O objetivo é ampliar oportunidades para atletas indígenas e manter a cultura viva, conforme enfatizado pela comissão técnica. O treinador Huberlan Silva destaca a importância de reconhecer o atleta indígena como trabalhador com potencial no esporte.

A iniciativa já aponta para o futuro: há planos para uma equipe feminina indígena estrear no próximo ano, coincidindo com o calendário da Copa Feminina no Brasil. O projeto busca ampliar a participação indígena no futebol profissional e criar novos espaços de desenvolvimento.

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