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Brasil está entre os 10 países que mais demitem técnicos, aponta relatório

Brasil aparece em sexto lugar entre demissões de técnicos; média de oito meses de trabalho por treinador na Série A, segundo Observatório do Futebol

Filipe Luís foi demitido do Flamengo, apesar do título da Libertadores e Brasileirão conquistado meses antes
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  • Brasil ficou em sexto lugar entre os países que mais demitiram técnicos, com 85% dos profissionais deixando o cargo no período.
  • O Chipre lidera com 100% dos treinadores demitidos na primeira divisão em 2025; na sequência aparecem Liga 1 do Peru, Serie B da Itália, Pro League da Bélgica e Liga venezuelana.
  • Em 55 ligas analisadas pelo Observatório do Futebol (CIES), a média de troca de treinadores foi de 65,2%.
  • A Série A do Brasileirão tem média de 8,6 meses de permanência dos técnicos.
  • Noruega é o país com menos demissões, com 18,8% de trocas entre os 16 times da primeira divisão.

O Brasil figura entre os seis países que mais demitiram técnicos nas ligas de futebol analisadas pelo Observatório do Futebol (CIES). Segundo o relatório, dois terços dos clubes das principais ligas mudaram de treinador ao menos uma vez no último ano, com uma média de 65,2% de troca entre os profissionais nas 55 ligas pesquisadas.

Entre os países, o Brasil teve 85% dos técnicos substituídos, ocupando o sexto lugar na lista de maior turnover. A liderança fica com Chipre, onde 100% dos treinadores da primeira divisão foram demitidos em 2025. Em seguida aparecem a Liga 1 do Peru, a Serie B da Itália, a Pro League da Bélgica e a Liga Venezuela.

O estudo aponta que a instabilidade é crônica, com números estáveis em comparação com o ano anterior. A média de duração dos contratos de treinadores na Serie A brasileira é de 8,6 meses, segundo o CIES.

Panorama global

A Noruega é o país com menor turnover, com 18,8% de demissões entre os 16 clubes da primeira divisão. Em seguida aparecem holandês, espanhol, inglês e coreano, com taxas menores de substituição de técnicos.

De acordo com o Observatório do Futebol, as disparidades refletem diferenças na gestão dos clubes e também no nível de estabilidade de elencos. O relatório destaca que mudanças frequentes impactam planejamento esportivo, desempenho e finances das equipes.

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