- Tite comparou Matheus Pereira, do Cruzeiro, a Neymar ao falar sobre a escassez de camisas 10 no Brasil.
- O técnico destacou que a geração atual tem mais jogadores de lado e menos opções para a posição de articulador/10.
- Ele citou a evolução de Neymar, que saiu de externo para o papel de 10, e abriu a possibilidade de Matheus Pereira também atuar nessa função.
- Tite mencionou que a Seleção tem mais opções de 8 e 5, além de um 9 com características diferentes, e indicou a viabilidade de ter um 10 na equipe.
- Sobre Neymar na Copa do Mundo, o treinador não opinou sobre a convocação, mas exaltou o nível técnico dele e de outros atletas que já trabalhou.
O treinador Tite comparou Matheus Pereira, do Cruzeiro, a Neymar ao falar sobre a escassez de camisas 10 no futebol brasileiro. Em entrevista ao ge, ele destacou que hoje há maior evidência de wingbacks e pontas, e menos jogadores com perfil de articulador criativo. O comentário surgiu no contexto de recente observação do atleta mineiro.
Tite informou que já trabalhou com Matheus Pereira e com Neymar em momentos diferentes de suas carreiras. O treinador afirmou que o meia do Cruzeiro tem jogadas que podem surpreender e demonstrou dificuldade em enquadrá-lo dentro de uma função fixa. A ideia é considerar um 10 que combine condução, visão e criatividade.
O treinador explicou que a seleção tem externos velocistas e poucas opções claras de 10. Segundo ele, o grupo hoje atua com 8, 5 e até um 9 com características variadas, o que exige adaptação tática. Citou como referência o Neymar que evoluiu de externo para articulador, destacando similaridades com Matheus Pereira.
Ao comentar sobre a Copa do Mundo, Tite não manifestou preferência pela presença de Neymar, mencionando que a decisão final cabe ao técnico. Ressaltou, porém, que o período em que trabalhou com Neymar, Matheus Pereira e outros jogadores de alto nível demonstra o potencial técnico do grupo. Ele citou ainda nomes como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Renato Augusto, Jadson e Valdivia para dimensionar o patamar técnico.
Pelo tom da entrevista, o treinador sinalizou que a busca por um articulador capaz de ditar o ritmo é uma peça central do planejamento. Disse que um 10 acoplado a um flutuante pode modular o jogo conforme a necessidade, acelerando ou desacelerando o ritmo de acordo com as circunstâncias. A ideia é manter a equipe pronta para diferentes cenários.
Matheus Pereira no radar técnico
O diálogo também reforçou a percepção de que Matheus Pereira pode ocupar, em determinadas ocasiões, o papel de 10 ou de meio-campista de criação. A avaliação do estrategista aponta para uma versatilidade que se alinha aos atuais dilemas táticos da seleção brasileira, especialmente na forma de montar o meio-campo.
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