- Conselho Deliberativo do Internacional reúne-se nesta segunda-feira, 11, às 18h30, para votar as contas de 2025 da gestão de Alessandro Barcellos, após parecer do Conselho Fiscal.
- Conselho Fiscal aprovou as contas com ressalvas, destacando a renegociação dos direitos de televisão de 2024, quando 20% dos direitos foram vendidos por R$ 218 milhões e metade foi recomprada depois.
- Parecer aponta assimetria contábil na contabilização da recompra, sugerindo que, se a operação fosse registrada como a venda original, o exercício poderia apresentar déficit superior a R$ 100 milhões.
- Caso as contas sejam rejeitadas, o clube precisará refazer os demonstrativos para nova análise interna, com possíveis impactos financeiros e institucionais para a gestão.
- Mesmo com ressalvas, houve redução do endividamento, de R$ 978 milhões para R$ 939 milhões, e superávit de R$ 8,9 milhões, com receitas próximas de R$ 760 milhões.
O Conselho Deliberativo do Internacional reúne-se na noite desta segunda-feira, 11, para votar as contas de 2025 da gestão de Alessandro Barcellos. A sessão começa às 18h30 (horário de Brasília), após parecer do Conselho Fiscal sobre o balanço.
Antes da votação, o Conselho Fiscal aprovou as contas com ressalvas. O ponto central envolve a renegociação dos direitos de televisão realizada em 2024, quando o clube vendeu 20% por R$ 218 milhões em 50 anos e, depois, recomprou metade do percentual.
A discussão girou em torno de assimetria de tratamento contábil nos demonstrativos. Os efeitos econômicos da recompra não teriam surtido efeito direto no resultado do exercício, diferentemente da contabilização da venda. O relatório aponta que, se a recompra fosse registrada como na operação original, o resultado financeiro poderia superar déficit de R$ 100 milhões.
Parecer aponta ressalvas contábeis
Conselheiros devem aprovar ou reprovar as contas apresentadas pela direção. A reprovação exigiria reprocessar os demonstrativos para nova análise interna. Uma decisão desfavorável pode impactar financeiramente e institucionalmente a gestão em exercício.
Apesar das ressalvas, o clube registrou redução do endividamento. A dívida caiu de R$ 978 milhões para R$ 939 milhões, mantendo o passivo total próximo de R$ 1,2 bilhão. Além disso, houve superávit de R$ 8,9 milhões no período.
Cenário financeiro e desdobramentos
As receitas do exercício cresceram, situando-se próximo de R$ 760 milhões, um marco considerado relevante pela gestão para o planejamento da próxima temporada. A votação pode levar a novas medidas contábeis caso haja reprovação, com implicações para a direção do Internacional.
Entre na conversa da comunidade