- Administradores judiciais recomendam a aprovação da venda do zagueiro Alexander Barboza ao Palmeiras, por R$ 18 milhões, dependente da autorização da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
- A operação é apresentada como medida para melhorar o caixa do Botafogo, já que o clube enfrenta dificuldades financeiras e precisa de novas entradas de receita.
- O negócio pode gerar ganho contábil de cerca de R$ 13,69 milhões; o pagamento envolve parcelas, com R$ 10 milhões previstos para 2026 (duas primeiras parcelas já ocorridas: R$ 5,5 milhões em maio e R$ 4,5 milhões para dezembro).
- Não foram identificadas irregularidades no contrato; a venda de atletas é considerada prática comum e está alinhada a princípios de transparência durante a recuperação judicial.
- A decisão final fica com a Justiça, e o Botafogo mira a sequência da temporada, com próximo compromisso fora de casa contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil, na quinta-feira (14).
Os administradores judiciais responsáveis pela recuperação da SAF do Botafogo encaminharam à Justiça um parecer detalhado que recomenda a aprovação da venda do zagueiro Alexander Barboza ao Palmeiras. A operação, estimada em 18 milhões de reais, depende de autorização da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
O relatório ressalta que a venda é estratégica diante do atual contexto financeiro do clube, que enfrenta dificuldades de caixa e precisa quitar compromissos básicos. Entre eles, há necessidade de um financiamento emergencial para pagar salários do elenco em maio.
A proposta envolve ganhos contábeis: Barboza valia cerca de 4,6 milhões nas contas do Botafogo, com luvas de 1,84 milhão e custos de intermediação de 2,46 milhões. Com os 18 milhões, o clube projeta um ganho de aproximadamente 13,69 milhões nos balanços.
O documento aponta que o pagamento será feito de forma parcelada, sendo que 10 milhões devem entrar ainda em 2026, distribuídos em duas parcelas. A primeira, de 5,5 milhões, já foi recebida no início de maio; a segunda, de 4,5 milhões, está prevista para 30 de dezembro.
Segundo os administradores, não houve irregularidades identificadas no contrato. A venda de atletas é encarada como prática comum e legítima para clubes em recuperação judicial, desde que observe transparência e boa-fé.
Contexto financeiro e institucional
O parecer reforça que a operação segue práticas de mercado e está alinhada aos planos de reestruturação do Botafogo. A firmação não abandona o cenário de instabilidade interna, com decisões judiciais, disputas de gestão da SAF e sanções esportivas recentes.
Barboza continua integrado ao elenco no momento, com participação confirmada no empate de 1 a 1 com o Atlético-MG pelo Brasileirão. Contudo, há cláusulas contratuais que podem restringir sua atuação em algumas partidas até a conclusão da transferência.
Próximos passos
Com o parecer favorável, o processo segue para decisão da Justiça, que avaliará a conformidade da operação com os interesses do clube e dos credores. A aprovação formaliza a venda e permite o reconhecimento dos valores no planejamento financeiro.
No campo, o Botafogo volta as atenções para a Copa do Brasil. O próximo compromisso é fora de casa contra a Chapecoense, na quinta-feira, 14 de maio, em jogo que pode impactar receita adicional durante o período de recuperação.
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