- O Equador começou as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 com três pontos negativos por punição na CAS, mas terminou em segundo lugar, atrás da Argentina.
- O técnico Sebastián Beccacece chegou em agosto de 2024, estreou com derrota para o Brasil e, desde então, sofreu apenas dois gols até a rodada final, quando venceu a Argentina.
- Beccacece destacou a mobilidade de jovens na equipe: 18 jogadores estrearam na classificação, com 16 novos em relação à lista do último Mundial.
- Ele elogia a presença de treinadores estrangeiros no Brasil, apontando investimento, qualidade de jogadores e diversidade como pontos fortes da liga.
- Sobre o futuro, o comandante do Equador disse estar satisfeito com o presente e aberto a novas oportunidades, incluindo a possibilidade de trabalhar no Brasil.
O técnico Sebastián Beccacece destaca o crescimento da seleção do Equador nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao Estadão, ele afirma que o time passou de três pontos de punição para a vice-liderança, atrás apenas da Argentina.
Beccacece, argentino de 45 anos, chegou ao Equador em agosto de 2024. Sua estreia foi uma derrota por 1 a 0 para o Brasil, com Dorival Júnior no comando. Desde então, a equipe não perdeu mais gols e venceu a última partida contra a Argentina, mantendo boa sequência defensiva.
O ex-auxiliar de Sampaoli ficou conhecido no Brasil pelo trabalho no Defensa y Justicia, entre 2021 e 2022, com título da Recopa Sul-Americana sobre o Palmeiras. Ele valoriza a diversidade de treinadores estrangeiros no Brasil e vê potencial para futuras oportunidades no país.
A evolução do Equador sob Beccacece
O treinador afirma que a evolução ocorreu pela espontaneidade e pela conexão com os jogadores, além de promover jovens como pilares da defesa e do ataque. Segundo ele, a seleção promoveu 18 atletas jovens entre as listas de 2021 e a recente, mesclando experiência e renovação.
Sobre o estilo de jogo, ele diz buscar dominância, com transição rápida a partir da recuperação da bola e melhoria na posse. A ideia é adaptar a capacidade dos atletas, mantendo uma linha de atuação coesa mesmo diante de adversários diferentes.
Perspectivas futuras e referências
Beccacece cita a experiência no Defensa y Justicia para ilustrar a aplicação de ideias em diferentes equipes. Ele reforça a importância da preparação emocional dos jogadores e da conexão entre técnica e valores do grupo, sem abandonar a identidade do time.
Sobre o futebol brasileiro, o técnico relembra contatos com clubes do país e admite a possibilidade de atuar no Brasil no futuro, reconhecendo o crescimento da liga e a diversidade profissional como fatores positivos.
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