- Bap afirmou que a CBF pode atuar como parceira na criação de uma liga unificada, e que a Libra renegociará contratos de transmissão com a Globo.
- O presidente do Flamengo disse que é preciso empacotar melhor a liga para valorizar o produto e citou a participação dos clubes como essencial para fechar acordos.
- Segundo ele, a Libra tem o objetivo de renegociar todos os contratos vigentes com a Globo; ele criticou condições atuais de receita e cobrança.
- Bap mencionou o fantasy game Cartola como exemplo de exploração de marca, afirmando que a Globo não paga a ninguém por ele e defendendo renegociação de termos.
- O dirigente comentou a saída do Palmeiras da Libra, negou qualquer atrito com Leila Pereira e disse que os clubes devem permanecer unidos.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, disserta que a participação da CBF é essencial para a criação de uma liga unificada e que a Libra pretende renegociar com a Globo todos os contratos de transmissão. Ele fez as declarações durante o São Paulo Innovation Week, em encontro com outras lideranças do futebol.
Bap afirmou que a CBF pode atuar como parceira chave da liga, ajudando a estruturar o produto para aumentar seu valor de venda. O dirigente criticou a atual percepção de que o negócio depende apenas de uma renegociação, defendendo uma visão mais ampla para o desenvolvimento do modelo.
Além disso, o presidente rubro-negro informou que a Libra já planeja renegociar todos os contratos vigentes com a Globo. Segundo ele, o atual mecanismo gera perdas quando clubes sobem ou caem de divisão, o que deve ser revisto em novas negociações.
Acordo e contexto financeiro
Bap citou como exemplo o acordo entre Libra e Flamengo, no qual o clube recebeu 150 milhões de reais referentes aos direitos de transmissão após disputa judicial. O dirigente destacou que o acordo foi alcançado de forma rápida, mas com uma base de valores mais baixa para permitir uma liga unificada.
O presidente do Flamengo ressaltou que o clube já contava com uma fatia de 250 milhões, e que o seu retorno de 150 milhões representa uma recuperação dentro do novo desenho de negociação. Ele reforçou que a redistribuição de ganhos precisa nascer de acordos mais justos entre as partes.
O dirigente também mencionou o desempenho de plataformas de pay-per-view, argumentando que há exploração de marca ainda não plenamente remunerada. Em sua leitura, a liga unificada pode ajustar contratos para valorizar conteúdos como estratégias de monetização coesa entre clubes.
Situação entre clubes
Bap comentou a saída do Palmeiras da Libra após o acordo que favoreceu o Flamengo. Reiterou que não guarda rusga com a presidente palmeirense e citou a necessidade de manter amizades entre clubes fora de campo. Afirmou que a criação da liga depende de cooperação entre Flamengo e Palmeiras.
Ele completou afirmando que não haverá tratamento diferencial para clubes que adotarem posições mais firmes, e que a continuidade da relação entre as entidades depende de decisões coletivas. A fala também enfatizou o papel da diretoria na condução de decisões de longo prazo.
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