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Cabecear a bola pode afetar o cérebro antes do movimento da cabeça

Estudo britânico aponta pulso de pressão no cérebro que atinge a região frontal em microssegundos antes do cabeceio, variando conforme o modelo de bola

Cientistas estudam os efeitos do cabeceio na saúde dos atletas
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  • estudo britânico da Universidade de Loughborough mostra que uma onda de pressão atinge a região frontal do cérebro em microssegundos durante o cabeceio, antes do movimento da cabeça.
  • experimento com modelo de crânio preenchido por gel e hidrofone registrou pico de pressão na velocidade de dez milhões de medições por segundo.
  • a intensidade da onda variou até cinquenta e cinco vezes entre modelos de bolas, dependendo de características como peso, rigidez da superfície e deformação.
  • pesquisa foi realizada apenas em laboratório; não envolveu voluntários nem avaliou memória, humor ou desempenho cognitivo.
  • contextos anteriores associam picos de pressão no crânio a alterações celulares e danos vasculares; evidências de maior mortalidade por doenças neurodegenerativas entre ex-jogadores escoceses e diferenças por posição no futebol.

O que aconteceu: pesquisa britânica aponta que cabecear a bola pode gerar uma onda de pressão interna no cérebro antes mesmo de a cabeça se mover. O estudo registra esse pulso em microsegundos após o contato com a testa.

Quem está envolvido: a investigação foi realizada por pesquisadores da Loughborough University, no Reino Unido, com o apoio de um modelo experimental que simula o crânio humano e permite ouvir variações de pressão com um hydrofone.

Quando e onde: os experimentos foram conduzidos em laboratório na instituição britânica. Os resultados foram publicados no Proceedings of the Institution of Mechanical Engineers: Journal of Sports Engineering and Technology.

Por que é importante: o achado acrescenta um elemento novo na discussão sobre lesões cerebrais associadas ao futebol, ao mostrar que a energia pode chegar ao interior do cérebro antes do movimento do pescoço.

Como foi feito: o modelo replicou o cérebro com um gel, em que o hidrofone captou picos de pressão com precisão de até 10 milhões de medições por segundo, observando o pulso antes da aceleração da cabeça.

Resultados principais: ao testar 20 bolas de tecnologias diferentes, os pesquisadores encontraram variações de até 55 vezes na intensidade da onda de pressão, mesmo com velocidades semelhantes. A leitura depende de características da bola.

Limitações: o estudo é apenas laboratorial e não envolve voluntários. Não há avaliação de memória, humor ou desempenho cognitivo, nem comprovação de efeitos em jogadores reais.

Contexto científico: pesquisas anteriores associaram picos de pressão intracraniana a alterações celulares e danos vasculares. Organóides cerebrais indicaram que ondas de pressão isoladas podem interferir na atividade neural.

Implicações futuras: embora não haja confirmação de que o pulso impacta jogadores de futebol, a evidência aponta que essa energia alcança o cérebro durante o cabeceio. Mais estudos são necessários para ligar o fenômeno a doenças neurológicas.

Panorama epidemiológico: dados de Glasgow mostraram maior mortalidade por doenças neurodegenerativas entre ex-jogadores, com taxa about 3,5 vezes maior que a população geral. Estudo sueco apontou maior demência entre jogadores que cabeceavam com frequência.

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