- Crise no São Paulo: ala influente pressiona o presidente Harry Massis pela demissão imediata de Rui Costa, após a entrevista em que indicou que a contratação de Roger Machado foi decisão de “comum acordo”.
- Apesar da pressão, Rui Costa ainda conta com o apoio de líderes do elenco, o que complica a decisão de Massis.
- A saída de Rui Costa não é simples: ele está no clube há cinco anos, mantém relação com o técnico Dorival Júnior e encontra dificuldades de mercado para substituição, com nomes como Bruno Spindel, Marcelo Paz e Fabinho Soldado em outros clubes.
- A diretoria teme custo alto e desordem na contratação do novo treinador, mantendo foco na continuidade da temporada 2026 e na reconstrução da comissão técnica. Rafinha permanece com prestígio interno.
- No cenário interno, Rui Costa ganhou mais espaço após a queda de Carlos Belmonte; o debate envolve equilíbrio entre ala política e a necessidade de estabilidade para os jogadores.
O São Paulo enfrenta novo capítulo de crise nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. O clube discute a continuidade de Rui Costa no cargo de executivo de futebol, em meio a pressão de parte da diretoria após a entrevista sobre a contratação de Roger Machado, apresentada como um “acordo comum”. A situação envolve o presidente Harry Massis e o grupo que apoia o executivo.
A ala influente do Morumbi pediu a demissão imediata de Rui Costa, alegando mudança de discurso desde a coletiva, quando o dirigente teria se mostrado responsável por decisões anteriores. Apesar da pressão interna, o executivo ainda mantém apoio de líderes do elenco, o que complica a tomada de decisão de Massis.
A discussão ocorre em um momento em que o time busca avançar com Dorival Júnior, o treinador favorito para o comando técnico. Rui Costa está no clube há cinco anos e possui relação próxima com Dorival, o que também pesa na balança diante de eventuais mudanças.
Entraves para ruptura
Mesmo com a instaibilidade, a substituição de Rui Costa não é simples. O executivo tem vínculo consolidado com o clube e com Dorival, além de fatores financeiros e a escassez de nomes disponíveis no mercado. Nomes de peso em outras equipes já ocupam funções similares, elevando o custo de uma troca.
A direção avalia que uma troca neste momento poderia atrapalhar o andamento da contratação do novo técnico e exigir investimento elevado. Além disso, Rafinha, atual gerente esportivo, continua com prestígio interno, dificultando uma mudança apenas para atender a um setor da gestão.
Cenário político interno
Rui Costa passou a ocupar posição central no planejamento esportivo após a saída de Carlos Belmonte, tornando-se o principal avalista das decisões. A aposta pela substituição de Hernán Crespo por Roger Machado é vista como arriscada e responsável pelo desgaste atual.
Massis terá de equilibrar as demandas da ala que exige mudanças estruturais com a necessidade de manter a estabilidade pedida pelos jogadores. O desfecho da negociação deve se manter em aberto nos próximos dias, em conjunto com a definição sobre o novo treinador.
O São Paulo busca encerrar a semana com clareza sobre liderança técnica e futuro do departamento de futebol, de modo a acalmar a torcida e retomar o ritmo no Campeonato Brasileiro.
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