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Botafogo entra com recuperação judicial e culpa gestão de Textor

Botafogo entra com recuperação judicial acusando Textor de descapitalização; passivo de R$ 1,286 bi e dívida total acima de R$ 2,5 bi

Textor foi afastado da gestão em 23 de abril por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas | Reprodução/Instagram @john_textor - 26.jul.2025
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  • Botafogo protocolou na quinta-feira, 14 de maio de 2026, o pedido de recuperação judicial da SAF, buscando proteção para a continuidade do clube.
  • O passivo da SAF é de R$ 1,286 bilhão, com endividamento total acima de R$ 2,5 bilhões, incluindo R$ 400 milhões em dívidas tributárias.
  • A SAF alega descapitalização promovida pela Eagle Football e pelo ex-acionista John Textor, com mais de R$ 900 milhões deixados sem retorno ao Botafogo.
  • Transfers bans impostas pela FIFA, vencimentos antecipados e restrições de caixa contribuíram para agravar a crise financeira.
  • Textor foi afastado em 23 de abril; Eduardo Iglesias assumiu como diretor-geral, substituindo Durcesio Mello.

O Botafogo protocolou na quinta-feira, 14 de maio de 2026, o pedido de recuperação judicial da sua SAF. A medida visa estruturar a reorganização financeira e preservar a continuidade do projeto esportivo do clube.

Na petição, a SAF acusa a Eagle Football, grupo ligado ao empresário John Textor, de promover descapitalização. O passivo sujeito à recuperação soma R$ 1,286 bilhão, com o endividamento total acima de R$ 2,5 bilhões, incluindo R$ 400 milhões em dívidas tributárias.

A empresa aponta fatores que agravaram o quadro, como bloqueios de pagamentos, transfer bans da FIFA, vencimentos antecipados de obrigações e restrições de caixa. A gestão de Textor é responsabilizada pela piora financeira e institucional.

Textor havia sido afastado da gestão em 23 de abril, por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas. Na mesma data, Eduardo Iglesias assumiu como diretor-geral, substituindo Durcesio Mello.

A SAF afirma que o pedido de recuperação judicial abre uma etapa de negociação com credores, investidores e parceiros, sob supervisão judicial. O objetivo é discutir um plano de recuperação e retomar o equilíbrio financeiro da empresa.

Nos últimos meses, a SAF registra descapitalização dentro do Grupo Eagle, com saída de mais de R$ 900 milhões. Enquanto outros ativos do grupo receberam aportes, o Botafogo não teve injeção relevante de recursos.

A nota oficial do clube ressalta que a medida busca proteger as atividades esportivas, manter salários e contratos e assegurar a continuidade operacional. A SAF informa que continuará a operar normalmente durante a recuperação.

A recuperação judicial, segundo a SAF, é necessária para estabilizar a gestão, criar previsibilidade e viabilizar o reequilíbrio financeiro. A expectativa é que o processo permita reorganizar o passivo de forma transparente.

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