- O custo médio fixo de compra de jogadores estrangeiros pela Série A subiu de R$ 20,95 milhões em 2025 para R$ 28,85 milhões em 2026, avanço de 37,7%.
- Flamengo e Cruzeiro foram os maiores compradores no período, com foco em contratações de maior valor agregado e redução no volume de compras.
- A Série A concentra 99,6% do capital movimentado em taxas fixas no mercado internacional, totalizando R$ 1,21 bilhão.
- As cinco maiores transferências com custo fixo em 2026 incluem Lucas Paquetá (West Ham para o Flamengo) por 42 milhões de euros, Gerson (Zenit para o Cruzeiro), Jhon Adolfo (Wolverhampton para o Palmeiras), Rodrigo Castillo (Lanús para o Fluminense) e Alan Minda (Cercle Brugge para o Atlético Mineiro).
- A receita média de vendas de jogadores na Série A caiu para R$ 18,60 milhões, gerando déficit de R$ 355,82 milhões na balança comercial do futebol brasileiro.
O custo médio de transferência de jogadores estrangeiros pelos clubes brasileiros da primeira divisão subiu para 28,85 milhões de reais em 2026, ante 20,95 milhões em 2025. O aumento é de 37,7%, indicando uma postura mais seletiva do mercado.
Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Agência Nacional de Regulação e Sustabilidade do Futebol (Anresf), os dados consideram a 1ª janela de transferências de 2025 (3 jan a 28 fev) e de 2026 (5 jan a 3 mar). O relatório é o 1º da Janela 2026.
O estudo mostra que a Série A concentra 99,6% do capital movimentado em taxas fixas no mercado internacional, totalizando 1,21 bilhão de reais. Flamengo e Cruzeiro aparecem como maiores compradores no período.
Maiores transferências de 2026
- Lucas Paquetá, do West Ham United (Inglaterra) para o Flamengo, 42 milhões de euros.
- Gerson Santos da Silva, do Zenit (Rússia) para o Cruzeiro.
- Jhon Adolfo Arias Andrade, do Wolverhampton para o Palmeiras.
- Rodrigo Castillo, do Lanús para o Fluminense.
- Alan Steve Minda Garcia, do Cercle Brugge para o Atlético Mineiro.
Na contramão, a receita com venda de atletas caiu para 18,60 milhões de reais, ante 20,77 milhões em 2025. Em média, clubes da Série A receberam cerca de 10 milhões a menos por transferência.
Isso gerou um déficit de 355,82 milhões de reais na balança comercial da elite do futebol brasileiro, no comparativo entre compras e vendas.
Contexto regulatório e perspectivas
A divulgação coincide com a atuação da Anresf, criada em fevereiro de 2026 para fiscalizar o Fair Play financeiro. O objetivo é monitorar a saúde financeira, prevenir insolvência e exigir transparência nos valores fixos, variáveis e prazos das transferências.
Diversos clubes solicitaram adiamento de prazos para entrega dos relatórios, citando dificuldades em reunir dados históricos e se adaptar ao novo sistema. A data final de entrega foi estendida para 11 de maio.
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