- O Flamengo e o bloco Libra encerraram a divergência interna e vão renegociar o contrato de televisão com a Globo, até 2029, conforme leitura de Luiz Eduardo Baptista, presidente do clube, no São Paulo Innovation Week.
- Pelo ponto de vista dos clubes, há benefício menor para a Grava Globo em caso de acesso ou rebaixamento: queda para a Série B reduz pagamento em 10%; não há obrigação de aumentos se houver mais times na primeira divisão.
- O contrato atual é de R$ 1,17 bilhão por ano, mais variável sobre pay-per-view, e envolve a FFU (Federação de Futebol do Ultramar ou entidade associada aos clubes) com cláusula que favorece a Globo.
- Baptista destacou que a Libra ficou em desvantagem na divisão de direitos, pois a Livemode assessorou clubes rivais na venda dos direitos até 2029, abrindo caminho para acordos mais vantajosos em blocos fragmentados.
- O presidente citou o Cartola, jogo de fantasy da Globo, como ponto a ser reavaliado, pois o direito de explorar o game está incluso nos contratos, mas não gera remuneração adicional aos clubes pela imagem de atletas.
O Flamengo vai rediscutir o contrato de transmissão com a Globo até 2029, segundo Luiz Eduardo Baptista, presidente do clube. A mudança vem após acordo entre os clubes do bloco Libra para encerrar disputas internas e mirar renegociação com a emissora.
Baptista fez o anúncio no São Paulo Innovation Week, na quinta-feira. Ele afirmou que, na nova fase da Libra, todos os termos do contrato com a Globo serão revisados para buscar condições mais justas para os clubes.
Contexto do acordo entre Libra
O foco da Libra é ajustar o modelo de pagamento, que hoje envolve um valor fixo de cerca de 1,17 bilhão de reais por ano, com componentes variáveis de pay-per-view. A cláusula de divisão de rendimentos entre clubes causa diferenças em função de desempenho na Série A.
Segundo o dirigente, a Globo tem redução de pagamento caso clubes da Libra caiam para a Série B, em até 10%. Já o caso oposto, de expansão para dez equipes na elite, não obriga aumento automático. A mudança foi incorporada no contrato existente.
Desempenho relativo e críticas
Baptista observou que, apesar de 60% da audiência, a Libra recebe menos do que rivals que garantem maior retorno com a separação de direitos. Ele citou exemplos de negociações anteriores em que a FFU teve vantagem por tratar de direitos fragmentados com outros compradores.
O presidente destacou que a Libra tem potencial de melhorar sua posição por meio de mudanças na estrutura de direitos, citando a atuação de agências como a Livemode na negociação de transmissão até 2029. A instituição financeira Amazon também entrou no quadro de negociações, com um modelo de pagamento diferente.
Cartola e perspectivas para 2030
Outra parte discutida foi o Cartola, jogo de fantasy criado pela Globo, que integra os contratos de transmissão. Segundo o dirigente, o game não gera repasses adicionais pela imagem dos clubes. Baptista indicou que, com o ciclo até 2030, as negociações podem se intensificar para reduzir vantagens históricas de quem detém os direitos.
Baptista sinalizou que a relação comercial com a Globo não se encerra em 2029. O dirigente mencionou que o ano de 2030 pode trazer novos cenários e ajustes, mantendo o tom de negociação entre as partes.
Observações finais
Ao longo do pronunciamento, o presidente do Flamengo manteve o tom institucional, sem demonstrar hostilidade. Ele ressaltou que o objetivo é obter melhores condições para os clubes da Libra, mantendo o foco em ações estruturais para o longo prazo.
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