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Justiça aceita recuperação judicial da SAF do Botafogo

Justiça defere recuperação judicial da SAF Botafogo; passivo de cerca de R$ 1,286 bilhão e dívidas superiores a R$ 2,5 bilhões, com críticas à gestão de Textor

Bandeira do Botafogo — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
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  • A SAF do Botafogo protocolou recuperação judicial nesta quinta-feira e a 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro deferiu o pedido, dando início ao processo.
  • O passivo sujeito à recuperação é de cerca de R$ 1,286 bilhão, e a dívida total ultrapassa R$ 2,5 bilhões, sendo aproximadamente R$ 400 milhões em dívidas tributárias.
  • A SAF critica a Eagle Football, acionista majoritária, apontando forte descapitalização e retenção de recursos; mais de R$ 900 milhões teriam saído do Botafogo sem aportes correspondentes.
  • O ex-dono da SAF, John Textor, foi afastado da gestão em 23 de abril por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas, conforme a nota oficial.
  • O objetivo da recuperação judicial é proteger o clube, reorganizar o passivo de forma organizada e preservar empregos, atletas e credores, mantendo a continuidade esportiva.

A SAF do Botafogo teve pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça. A decisão foi proferida pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, sob o comando do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, nesta quinta-feira. O processo foi iniciado, conforme a decisão, com o processamento da recuperação.

A SAF protocolou a iniciativa em razão do grave cenário financeiro enfrentado pela companhia, incluindo riscos de transfer bans na FIFA, vencimentos antecipados de dívidas e restrições de caixa. Os escritórios Salomão Advogados, Basilio e Fux representam a SAF Botafogo.

Na petição, o passivo sujeita a recuperação foi estimado em cerca de R$ 1,286 bilhão. A dívida total supera R$ 2,5 bilhões, com aproximadamente R$ 400 milhões em débitos tributários. Nem todo o passivo ficará sob renegociação no âmbito da recuperação.

A SAF também criticou a Eagle Football, acionista majoritária, apontando descapitalização da empresa e perda de mais de R$ 900 milhões que teriam deixado o Botafogo sem aportes e suporte financeiro necessários. A gestão de John Textor é alvo de críticas na nota.

Textor está afastado da gestão desde 23 de abril, conforme decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas. A SAF afirma que a gestão anterior demonstrou descompromisso com a estabilidade financeira e institucional do clube.

A nota publicada pelo Botafogo afirma que a Eagle Football, sua administração e representantes tinham pleno conhecimento da gravidade da situação financeira. Mesmo assim, teriam permanecido como principais beneficiários da estrutura que retirou recursos do clube.

A recuperação judicial tem o objetivo de proteger o Botafogo, reorganizar seu passivo, preservar empregos, manter a competitividade esportiva e garantir a continuidade da instituição para as próximas gerações.

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