- Dorival Júnior ainda não desembarcou em São Paulo para o primeiro treino, mas já sabe que terá dores de cabeça para corrigir o time.
- A derrota para o Fluminense, no Maracanã, evidenciou a dificuldade do elenco em proteger a entrada da área.
- O time apresenta vulnerabilidade no meio-campo, com espaço para o adversário construir e dependência dos zagueiros.
- A recuperação de Pablo Maia, que volta da lesão na próxima semana, pode devolver equilíbrio ao setor, mas não resolve a carência atual.
- A defesa preocupa: dispensa de jogadores-chave e desfalques tornam improvável a opção pelos três zagueiros, o que aumenta a necessidade de um volante de marcação.
Dorival Júnior ainda não comandou o primeiro treino do São Paulo, mas já sabe onde o problema atua. A derrota para o Fluminense, no Maracanã, evidenciou falha antiga: a proteção da entrada da área pelo meio. O clube precisa corrigir isso para equilibrar a defesa.
O São Paulo aparece vulnerável no meio-campo, com espaço para o adversário construir jogadas e dependência dos zagueiros para o combate. A equipe carece de organização defensiva e de referência na contenção do adversário.
Historicamente, o trabalho de Hernán Crespo ficou marcado pela tentativa de equilíbrio entre marcação e criatividade no setor. Um trio com Marcos Antônio, Danielzinho e Bobadilla rendia melhor quando havia consistência e trocas de função no meio.
Roger Machado não manteve o mesmo ritmo, e a lesão de Marcos Antônio piorou a dinâmica. Sem o camisa 8, o time perdeu organização, ritmo e cobertura defensiva, abrindo lacunas para o adversário atuar pela linha central.
A ausência de um volante que proteja a defesa é a ainda maior dor de cabeça. Hoje não há consenso sobre quem assume essa função, o que aumenta a dificuldade de Dorival em estruturar o meio.
Luan tem ganhado espaço, mas não transmite o mesmo controle que o volante que despontou em Cotia. Crespo chegou a apostar nele em momentos decisivos, o que gerou mudanças que contribuíram para a saída dele.
Dorival precisa recuperar Pablo Maia, que retorna de lesão na próxima semana. Não renderiza ainda o nível de 2023, mas pode ser a opção mais confiável para devolver equilíbrio ao setor.
Desafios na zaga
O setor defensivo sofreu alterações rápidas. Arboleda sumiu, Ferraresi foi emprestado, Isac ficou fora por três meses e, contra o Fluminense, Alan Franco e Rafael Toloi estavam no departamento médico.
A proteção da zaga piora conforme as peças mudam. Três zagueiros, anteriormente cogitados, aparecem como alternativa já descartada neste momento. O técnico interino Milton Cruz explicou as dificuldades de escalação.
Dorival chega conhecido por organizar o elenco e manter a disciplina tática. A prioridade imediata é identificar quem protege a defesa no meio-campo, antes de evoluir no ataque ou em aspectos técnicos.
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