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CBF divulga áudios do VAR sobre decisão que tirou pênalti

Áudios do VAR indicam que Gustavo Henrique não puxou o defensor e que a cabeçada não foi intencional, levando à anulação do pênalti

Polêmica de arbitragem em Botafogo x Corinthians –
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  • A Comissão de Arbitragem da CBF divulgou áudios e imagens do VAR da partida Botafogo x Corinthians.
  • A penalidade marcada no campo foi anulada após revisão no monitor.
  • A análise apontou que Gustavo Henrique não puxou o zagueiro Ferraresi; o Botafogo tropeçou e caiu.
  • Ramalho cabeceou a bola no próprio braço de forma acidental.
  • Pela Regra do Jogo, a decisão foi manter a jogada, reiniciar com bola ao chão para o goleiro corintiano e seguir o jogo.

Após a divulgação dos áudios e imagens da atuação do VAR, a Comissão de Arbitragem da CBF informou nesta segunda-feira (18) que o lance dentro da área, no duelo entre Botafogo e Corinthians, não resultou em pênalti. A decisão está relacionada à revisão solicitada pela arbitragem de vídeo, que alterou a chamada feita inicialmente em campo.

Segundo a justificativa oficial, Gustavo Henrique, do Corinthians, não puxou o zagueiro Ferraresi. O Botafogo, por sua vez, teve o jogador Ramalho envolvido em uma situação em que o cabeceio acabou atingindo o próprio braço de forma acidental. Com base nesses apontamentos, o árbitro encerrou o lance com bola ao chão para o goleiro corintiano, anulando a penalidade inicial.

A divulgação visa transparência do processo e busca acalmar jogadores e torcedores após o empate polêmico. O árbitro de campo e a equipe de VAR discutiram o tempo inteiro, analisando diferentes ângulos, tempo de reação e a direção do corpo em contato com a bola.

Aplicação da Regra 12

A análise utilizou estritamente o texto da Regra 12, que trata de infrações e condutas incorretas. A norma entende que nem todo toque de mão ou braço na bola configura infração punível com pênalti, desde que o contato não tenha sido deliberado ou decorra de uma ampliação antinatural do corpo. No caso, o desvio ocorreu sem intenção de obstruir a jogada e houve toque no próprio corpo antes de atingir o braço, o que sustenta o retorno ao jogo.

Com o reexame, ficou claro que o toque não teve efeito meramente deliberado para derrubar o adversário. A decisão final foi manter a continuidade da jogada com bola ao chão, para defesa, conforme a leitura da AR. A CBF enfatiza a importância da transparência na atuação do VAR para a confiança no uso da tecnologia.

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