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Gramados aperfeiçoados há décadas podem decidir a Copa, dizem cientistas

Pesquisadores desenvolveram gramados com precisão milimétrica, iluminação LED e manejo de água para sustentar 104 jogos da Copa do Mundo de 2026

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  • A Copa do Mundo de 2026 terá gramados especialmente preparados para 104 jogos, com laboratórios e campos testados há anos pelos especialistas e investimento superior a US$ 5 milhões.
  • Pesquisas definiram diferentes tipos de grama por local: bermuda em regiões quentes e Kentucky bluegrass com azevém perene em áreas frias, além de alturas de corte precisas e sistemas de irrigação para resistir a diferentes climas.
  • Os campos serão montados principalmente em estádios da América do Norte, com gramados naturais implantados sobre estruturas temporárias, iluminação LED retrátil para manter o crescimento durante a competição.
  • Em 2024, na Copa América, a Argentina reclamou de o gramado em Atlanta ter prejudicado o desempenho, levando organizadores a reforçar padrões de qualidade para evitar problemas semelhantes.
  • Os gramados precisam suportar o tráfego de 22 jogadores por partida, em 104 jogos, com montagem e manutenção bem planejadas para evitar buracos, umidade excessiva e lesões.

A Copa do Mundo de 2026 terá 16 estádios com gramados especialmente preparados para receber 104 partidas. Pesquisadores, engenheiros e técnicos desenvolvem sistemas de irrigação, corte e manutenção para garantir desempenho estável em diferentes regiões dos EUA, Canadá e México. O objetivo é reduzir variações que comprometam o ritmo de jogo e a segurança dos atletas.

Ao longo de oito anos, equipes investigaram centenas de combinações de grama, lâminas de corte e técnicas de iluminação. O projeto envolve monitoramento de crescimento, resistência a temperaturas extremas e resposta a diferentes condições de luz em arenas cobertas e ao ar livre. O alto investimento busca evitar falhas durante o torneio.

Desenvolvimento e foco técnico

O supervisor técnico John Sorochan, da Universidade do Tennessee, coordena o crescimento e a instalação dos gramados em 16 estádios, incluindo arenas com domos. A prioridade é ter gramado estável mesmo em estádios que recebem jogos noturnos com luz artificial intensa.

Trey Rogers, da Universidade de Michigan, participa da implementação desde o começo. A dupla lidera pesquisas de campo com raízes, irrigação e estratégias de manutenção para cada localidade. O objetivo é minimizar diferenças entre estádios.

Desafios práticos e soluções

Os gramados variam conforme clima, com Bermuda em regiões quentes e Kentucky bluegrass mais azevém em áreas frias. Fibras plásticas são incorporadas para aumentar a durabilidade. Luzes LED retráteis iluminam o campo, permitindo crescimento contínuo sem interromper a manutenção.

A logística envolve transportar quase 93 mil metros de grama de fazendas nos EUA para estádios norte-americanos. Em Dallas, Atlanta e Houston, gramados são desenrolados em bases especiais que facilitam a drenagem e a estabilidade.

Experiência histórica e investimentos

A cooperação remonta à Copa de 1994, quando Rogers participou do primeiro plantio de grama natural em estádio com gramado artificial. A equipe atual utiliza esse know-how para adaptar as técnicas a arenas modernas e cobertas, com maior separação entre superfícies para evitar danos.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) investiu mais de US$ 5 milhões em pesquisas sobre gramados para a Copa de 2026. O valor reflete a importância de padronizar qualidade entre cidades com climas distintos.

Projeção e perspectivas

Especialistas acreditam que as inovações em cultivo, transporte e iluminação devem reduzir variações entre estádios. A meta é oferecer gramados que suportem o esforço de 22 jogadores por partida por mais de 90 minutos, com resistência a impactos e lesões.

Wilkins, responsável pela fazenda de gramados perto de Denver, coordena a produção de grama em larga escala. A equipe utiliza métodos de corte, enrolamento e envase para garantir disponibilidade durante o torneio.

Impacto no jogo e no futuro

Os gramados precisam manter qualidade ao longo de toda a copa, com ajustes finos ainda possíveis durante o torneio. A Fifa espera que as melhorias também beneficiem outras modalidades esportivas e desencorajem o uso excessivo de gramado sintético em estádios cobertos.

A preparação dos gramados para a Copa do Mundo de 2026 é um exemplo de planejamento logístico, pesquisa científica e engenharia aplicada ao esporte. O resultado final depende da integração entre campo, iluminação e manejo de plantas para sustentar o espetáculo mundial.

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