- Oscar Roberto Godoi foi escolhido como o melhor árbitro do Brasil em 1998, 1999 e 2000, atuando na Federação Paulista de Futebol, na Confederação Brasileira de Futebol e como árbitro FIFA.
- A personalidade firme e o combate à corrupção marcaram sua carreira, que também teve episódios de confronto com partes do futebol e acusações de pressão nos bastidores.
- Ficou marcado por polêmicas, incluindo a rivalidade com Júnior Baiano após expulsão de 1995 entre São Paulo e Corinthians, quando o jogador disse aos câmeras que “cheirava a cachaça”.
- Foi o árbitro da final do Brasileirão de 2000 entre Vasco e São Caetano, em que ocorreram quedas de alambrados em São Januário.
- Não participou de uma Copa do Mundo por não ser político; hoje atua como comentarista de arbitragem, apresentador de programas e trabalha em uma distribuidora de chope, com a entrevista completa no canal de Cosme Rímoli no YouTube.
Oscar Roberto Godoi, árbitro de destaque na década de 1990, contou em entrevista que a sua personalidade forte atrapalhou parte da carreira. Ele diz ter sido reconhecido como um dos melhores do Brasil em três anos consecutivos, mas que não chegou à Copa do Mundo por não aceitar ser político na função.
Nascido em São José do Rio Preto, Godoi iniciou a carreira como juiz em 1977. Sua firmeza nas decisões lhe rendeu ascensão rápida na Federação Paulista de Futebol e, posteriormente, na CBF, que o levou a atuar como árbitro FIFA. Em sua visão, apitava com coragem, sem temer pressão, mesmo em jogos fora de casa.
A trajetória também foi marcada por controvérsias. Em 1995, no clássico São Paulo x Corinthians, expulsou Rogério Pinheiro e gerou atrito com Júnior Baiano, que associou o comportamento do árbitro a suposto erro. Segundo Godoi, houve tensão no vestiário e a relação com o jogador nunca mais foi a mesma. Ele afirmou que não perdoa e manteve distância do zagueiro.
Polêmicas e desdobramentos
Godoi atuou na final do Campeonato Brasileiro de 2000 entre Vasco e São Caetano, em São Januário, momento citado como reflexo de seu estágio de destaque, ainda que marcado por episódios de confusão envolvendo o alambrado. Ele afirma ter visto a arbitragem de forma centralizada, defendendo decisões próprias sem depender de bandeiras.
Aposentadoria ocorreu com a percepção de mudanças na arbitragem, incluindo a adoção do VAR. Em entrevista, o ex-árbitro declarou que não aceitava abrir mão de centralizar as decisões e que não buscava ser político para alcançar reconhecimento internacional. Hoje, aos 70 anos, atua como comentarista, apresentador e trabalha em uma distribuidora de chope em São José do Rio Preto.
Godoi também citou a evolução da arbitragem moderna, destacando o uso do VAR para esclarecer dúvidas. Ele afirma que o recurso pode reduzir controvérsias, mantendo o foco na segurança e na integridade das partidas, sem emitir juízos de valor sobre indivíduos.
A entrevista completa fica disponível no canal de Cosme Rímoli em parceria com o R7, com mais de 16 milhões de acessos. O espaço semanal apresenta diferentes figuras do esporte, com Zenon anunciando a próxima edição neste fim de semana.
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