- A Justiça do Distrito Federal determinou a suspensão imediata de qualquer condicionamento de repasses aos clubes do Condomínio Forte União, após ação do Sinafut.
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- O juiz Carlos Eduardo Batista dos Santos fixou multa de R$ 50 mil por ato de descumprimento à Sports Media Entertainment S.A., investidora do CFU.
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- A decisão aponta uso de controle financeiro como mecanismo de pressão, com possíveis exigências de regularização de documentos internos para liberar verbas.
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- Registros de mensagens de WhatsApp de fevereiro de 2026 e ações recentes teriam feito ofertas de verbas condicionadas a desistência de ações judiciais e assinatura de contratos.
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- O magistrado também destacou interferência na autonomia dos clubes e apontou que a gestão da conta centralizada, com poder de indicar signatários, configura pressão sobre as decisões das agremiações.
A Justiça do Distrito Federal suspendeu de imediato qualquer condicionamento dos repasses financeiros devidos aos clubes do Condomínio Forte União. A decisão é liminar e foi proferida pela 2ª Vara Cível de Brasília, sob o código de ação apresentado pelo Sinafut.
Envolvem-se nesta ação a Sports Media Entertainment S.A., investidora do CFU, e o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut). A medida visa frear pressões econômicas sobre clubes das Séries A e B do Brasileirão.
O pedido busca impedir que a investidora use fluxos de recursos como mecanismo de coerção. A ação aponta que aprovações de contratos e mudanças na convenção estão condicionadas a exigências internas.
A decisão também envolve a Life Capital Partners, gestora da Sports Media, que detém participação e poder sobre receitas de transmissão. A denúncia cita controle de quórum e veto a negociações como argumento de pressão.
Foram registrados relatos de conduta em que verbas dos clubes teriam sido usadas como barganha para assinaturas de documentos. Segundo o Sinafut, valores pertencem legalmente aos clubes e a contratos de direitos comerciais.
Entre os episódios, o Amazonas Futebol Clube aparece como alvo de contatos do CEO Bruno Pimenta. Segundo a ação, houve cobrança para desistir de ações judiciais ligadas ao bloco.
Mensagens verificadas teriam sugerido que repasses dependiam de descontinuação de demandas envolvendo contratos com XP Investimentos e BTG Pactual. Os oficiais foram questionados sobre a posição dos clubes.
A Justiça destacou que manter o acesso a verbas para pagamento de folhas de atletas sem base legal fere a boa-fé e a autonomia das organizações esportivas, conforme a Lei Geral do Esporte.
Também foi apontado que a investidora pode indicar signatários para a conta central de fluxo financeiro, o que configuraria ferramenta de pressão sobre decisões dos clubes.
Medidas e consequências
A tutela determina multa de R$ 50 mil por cada ato de descumprimento da ordem. A pena recairá sobre a Sports Media Entertainment S.A. e busca assegurar a regularidade dos repasses aos clubes.
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