- Em 2025, a receita total da elite do Brasileirão foi de R$ 14,9 bilhões, com endividamento líquido de R$ 14,3 bilhões.
- Cinco clubes tiveram receita acima de R$ 1 bilhão: Flamengo, Palmeiras, Botafogo, São Paulo e Fluminense, somando 49% das receitas da Série A.
- O Mundial de Clubes acrescentou mais de R$ 800 milhões aos cofres dos times participantes; sem esse marco, o crescimento de receitas não recorrentes seria menor.
- O Botafogo apresenta o segundo maior endividamento líquido do país, em torno de R$ 2 bilhões, puxado por dificuldades de fluxo de caixa e ações judiciais.
- As dívidas avançaram em várias frentes: empréstimos somam cerca de R$ 3 bilhões (alta de 34%); tributos chegam a R$ 4,5 bilhões (alta de 22%).
Os resultados financeiros mais recentes dos clubes da elite do Brasileirão apontam para expansão de receitas, mas sinalizam risco devido ao endividamento. O total arrecadado em 2025 atingiu R$ 14,9 bilhões, com endividamento líquido próximo, em R$ 14,3 bilhões, segundo estudo da EY.
Apesar do crescimento, apenas cinco clubes superaram a marca de R$ 1 bilhão em receita individual: Flamengo, Palmeiras, Botafogo, São Paulo e Fluminense. Juntos, respondem por quase metade das receitas da Série A no ano passado. Quatro deles disputaram o Mundial de Clubes da Fifa.
O Mundial elevou a receita para os clubes participantes em mais de R$ 800 milhões, segundo a EY. A entidade aponta que, sem esse evento, o incremento não recorrente de 31% seria de 21%.
Para além do Mundial
O aumento das receitas também acompanha o novo ciclo de contratos de televisão do Brasileirão. A divisão de ganhos entre clubes ficou assim: TV/premiação, áreas comerciais, transferências e bilheteria foram os pilares da arrecadação de 2025.
O valor total de TV e premiações somou R$ 4,9 bilhões; receitas comerciais atingiram R$ 3,1 bilhões; transferências de jogadores chegaram a R$ 3,9 bilhões; e o assortido de bilheteria ficou em R$ 1,8 bilhão.
O fenômeno de receita não recorrente, como o Mundial, precisa ser utilizado com cautela. O principal cuidado apontado é que esses recursos não devem sustentar despesas permanentes, o que poderia desequilibrar futuras temporadas.
Dívidas sob pressão
O diagnóstico financeiro dos clubes não se limita às receitas. O endividamento líquido acende o alerta, com Botafogo figurando entre os casos mais impactados.
O Botafogo possui o segundo maior endividamento líquido do país, por volta de R$ 2 bilhões, ficando atrás apenas do Atlético-MG (aproximadamente R$ 2,28 bilhões). A saf se encontra sob pressão de custos operacionais e de processos judiciais.
Entre os grandes, o São Paulo apresenta uma relação endividamento/revenue de 2,24 vezes, o que sintetiza o desafio de manter o ritmo de gastos com receitas estáveis. Atlético-MG e Corinthians ocupam posições altas nesse ranking.
O estudo aponta que parte do endividamento decorre de investimentos para ampliar competitividade, financiados por novas receitas, patrocínios e acordos de transmissão. Em vários casos, receitas não recorrentes foram convertidas em custos permanentes.
Empréstimos ampliaram o peso da dívida para cerca de R$ 3 bilhões, um crescimento de 34% em relação a 2024. Já o endividamento tributário atingiu R$ 4,5 bilhões, com alta de 22% no mesmo comparativo.
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