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Atlético Mineiro propõe acordo de 43 milhões a credores via CNRD

Atlético propõe parcelar em oito anos R$ 43.386.723,82 a credores via Câmara Nacional de Resolução de Disputas, para viabilizar aporte de R$ 530 milhões na SAF

Rubens Menin, acionista da SAF do Galo / Jogada10
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  • A Atlético propôs, via Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), parcelar em oito anos os débitos vencidos com agentes, clubes, empresários e atletas, totalizando R$ 43.386.723,82.
  • Desse total, R$ 41.817.830,90 referem-se a dívidas com atletas, agentes e empresas de agenciamento, e R$ 1.568.892,92 aos honorários advocatícios.
  • O movimento integra um aporte de cerca de R$ 530 milhões à SAF GALO, com diluição dos demais acionistas e aquisição majoritária pela família Menin.
  • O objetivo é reduzir os juros pagos a bancos, hoje em torno de R$ 250 milhões por ano, jogando a maior parte dos recursos para credores e elevando o fluxo de caixa.
  • A reunião do Conselho Deliberativo está marcada para segunda-feira, 25 de maio, para discutir o plano de equity e a nova configuração acionária.

O Atlético propõe um acordo via a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para alongar débitos com credores. O objetivo é manter o fluxo de caixa estável enquanto o clube prepara aporte de cerca de R$ 530 milhões na SAF Galo. A iniciativa envolve bancos e demais credores.

A reunião do Conselho Deliberativo está marcada para segunda-feira (25/5). A tendência é confirmar o aporte e a diluição de ações entre acionistas, com a família Menin aumentando participação na SAF. Demais acionistas ficariam com menor peso.

DÍVIDAS E PARCELAMENTO

O valor vencido com agentes, clubes, empresários e atletas soma R$ 43,39 milhões, já com honorários. O montante totaliza R$ 43.386.723,82. A proposta é pagar em oito anos, com parcelas mensais, via CNRD, para alongar o prazo.

O que significa para os credores

Alguns envolvidos veem a proposta como prejudicial aos acordos firmados previamente. A leitura é de que mudanças impactariam compromissos anteriores e gerariam insegurança no mercado.

O QUE DIZ O ATLÉTICO

A equipe afirma que o equity da SAF deve mudar com o aporte de R$ 530 milhões. A ideia é reduzir juros bancários de cerca de R$ 250 milhões anuais para aproximadamente R$ 100 milhões, liberando caixa com a entrada dos Menin.

O papel dos Menin

A família já atua como acionista majoritária e tende a reduzir a participação de outros sócios. A meta é tornar o clube sustentável e buscar novas parcerias, possivelmente em uma fase posterior da SAF.

O CONTEXTO FINANCEIRO

Além do aporte, o Atlético investe na Arena e nos CRIs ligados à obra, com potencial de receitas futuras próximas de R$ 1 bilhão. A gestão aponta que o equilíbrio financeiro é condição para atrair investidores fortes.

O foco atual do clube

O objetivo é reduzir custos com juros e manter investimentos no time. A direção aposta que a CNRD, com apoio dos parceiros, seja a via para estruturar pagamentos sem comprometer o clube.

QUEM SÃO OS CREDORES?

  • Clubes: Corinthians, Coritiba, Atlético-GO, Independente, Retrô, Guarani, São Paulo, Atlético Monte Azul.
  • Atletas: Alan Kardec, Alisson, Micael, Rubens.
  • Agentes e empresas: lista envolve TFM, Thinkball, A10, Roc Nation, entre outros.

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