- Flamengo divulgou, neste sábado, nota pública criticando a manutenção do calendário do Brasileirão antes da parada para a Copa do Mundo.
- O clube queria adiar o confronto com o Coritiba, marcado para o dia 30, por causa de jogadores cedidos às seleções.
- A CBF informou que não fará mudanças na tabela.
- O Flamengo aponta conflito de interesses entre a gestão da competição e a da Seleção Brasileira, citando desequilíbrio quando jogadores são chamados às seleções.
- O clube ressalta impacto aos torcedores e ao espetáculo, e defende a criação de uma liga organizada no Brasil para evoluir o futebol nacional.
O Flamengo emitiu uma nota pública neste sábado (23) criticando a manutenção do calendário do Brasileirão às vésperas da parada para a Copa do Mundo. O clube queria adiar o confronto com o Coritiba, marcado para o dia 30, por causa do grande número de jogadores cedidos a seleções nacionais. A CBF confirmou que não fará mudanças na tabela.
Na defesa da demanda, o Flamengo afirmou que não adiantar a rodada é um erro claro. Em competição de pontos corridos, todas as partidas têm peso igual. O clube argumenta que entrar em campo com desfalques por convocações prejudica a isonomia entre equipes.
O texto ressalta avanços da CBF no calendário e reconhece a importância da Copa do Mundo, mas aponta conflito de interesses. Segundo o Flamengo, quem sofre são clubes, quando a entidade administra a seleção e o principal campeonato ao mesmo tempo.
O clube cita a comparação com a UEFA, que conseguiu liberação para manter seus astros em campo em finais de competições internacionais. O Flamengo afirma que, sem os principais atletas, a qualidade do espetáculo e a integridade competitiva sofrem.
Ainda segundo a nota, a torcida é quem perde mais. Ingressos pagos e transmissão prejudicada pesam sobre o torcedor, que vê o futebol brasileiro deixar de oferecer o mesmo nível de competição. O Flamengo já fretou aeronaves para repatriar jogadores.
A instituição reforça a necessidade de uma liga organizada no Brasil, com participação da CBF, mas liderada pelas agremiações. A ideia é alinhar calendário a interesses de clubes, atletas, torcedores e investidores, fortalecendo o produto nacional.
Em meio a críticas, o Flamengo destaca o histórico de público como mandante e o respeito ao campeonato. A nota ressalta que o cenário muda conforme avanços da gestão, evitando soluções paliativas que não atendem à realidade atual do futebol.
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