- O atacante MP denunciou ofensa racista de torcedor do Juventude durante a derrota para o Sport, na noite de sábado, no estádio Alfredo Jaconi.
- O árbitro Lucas Paulo Torezin acionou o protocolo antirracismo após o incidente.
- MP foi substituído aos vinte minutos do segundo tempo pelo técnico Maurício Barbieri e deixou o banco rumo ao vestiário ao ouvir a ofensa.
- A partida foi reiniciada logo após o gesto do árbitro e MP seguiu para o Jecrim e, depois, para a delegacia.
- O torcedor foi identificado, contido pela segurança e detido pela segurança do estádio.
O atacante MP denunciou ter sido vítima de ofensa racista na partida entre Juventude e Sport, disputada na noite de sábado. O episódio ocorreu durante a derrota do Juventude, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. O árbitro Lucas Paulo Torezin acionou o protocolo antirracismo após a manifestação do torcedor durante o deslocamento de MP para o banco de reservas.
Ao ser substituído aos 20 minutos do segundo tempo, MP deixou o campo e, ao passar pela área técnica, ouviu injúrias de um torcedor do Juventude. O árbitro sinalizou para a comissão da partida, que retomou o jogo em seguida. O atleta seguiu para os vestiários do Joaquim Jaconi, enquanto o jogo era reiniciado.
O torcedor envolvido foi identificado pela segurança e detido no estádio. MP seguiu para o Jecrim, onde formalizou a denúncia, e depois registrou ocorrência na delegacia. A organização da partida informou que o torcedor foi encaminhado para as providências legais cabíveis.
Protocolo antirracismo e desdobramentos
A interrupção ocorreu com o uso do protocolo de racismo, previsto para cenários de injúrias ou ofensas envolvendo torcedores. A gravidade do caso motivou a atuação imediata das equipes de segurança e da organização do evento.
Entretanto, não houve confirmação de outras penalidades ou sanções aplicadas à equipe alviverde. O Juventude afirmou que apoia as medidas legais cabíveis e reforça o compromisso com ambientes esportivos livres de discriminação.
Desfecho e próximos passos
MP, por sua vez, prossegue com os encaminhamentos legais, mantendo a íntegra de seus direitos diante de eventuais represálias. A denúncia segue tramitando nos órgãos competentes, com a expectativa de medidas que reforcem a prevenção e a responsabilização de atos racistas.
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