- A CBF vai vistoriar 21 estádios que recebem jogos do Brasileirão, avaliando 230 aspectos, com prazo de até três anos para adaptações, em etapas de até 12 meses (críticas), até dois anos (gramados e iluminação) e o restante conforme complexidade.
- Foi anunciada a criação da Comissão Antiviolência do Futebol Brasileiro, com participação de dirigentes, federações estaduais e especialistas em segurança, além de representantes das forças de segurança, para ampliar o âmbito de responsabilidade dos clubes em segurança.
- A comissão terá como meta integrar sistemas de reconhecimento facial dos estádios aos cadastros de órgãos de segurança pública, visando localização de foragidos.
- O levantamento aponta cerca de 2,4 mil agentes que atuam na intermediação de jogadores no Brasil, com regras para qualificação, contratos de até dois anos e transparência, com órgão regulador.
- O Superior Tribunal de Justiça Desportiva tem utilizado medidas para acelerar julgamentos, com decisões na primeira instância e recursos analisados em até 14 dias.
A CBF vai aproveitar a pausa da Copa do Mundo para realizar uma vistoria em 21 estádios que recebem jogos do Brasileirão. O objetivo é mapear aspectos estruturais para estabelecer, no futuro, um padrão uniforme de arenas da Série A. Dirigentes de clubes da Série A e B participaram do segundo encontro promovido pela confederação.
A avaliação, que envolve 230 itens, prioriza arquitetura, engenharia, gramados, iluminação e topografia. Ao todo, 200 perguntas dizem respeito a acesso, vestiários, áreas de competição e imprensa; 11 tratam dos gramados; 11 da iluminação; e oito da topografia dos campos.
Cronograma de adequações
Após a coleta de dados, a CBF apresentará um relatório aos clubes. O prazo para ajustes completos é de até três anos, com etapas: críticas em 12 meses, gramados e iluminação padronizados em 24 meses. Obras mais complexas ficam com o prazo mais longo.
Comissão Antiviolência
A confederação anunciou a criação de uma Comissão Antiviolância do Futebol Brasileiro, com caráter perene e atuação junto a clubes, federações e forças de segurança. A ideia é ampliar a responsabilidade dos clubes em segurança, cobrando ações contra invasões a centros de treinamento e intimidação de atletas.
Integração com segurança pública
Entre as medidas está a integração de reconhecimento facial dos estádios aos cadastros de órgãos de segurança para localização de foragidos. A iniciativa reúne representantes de diferentes regiões, consultores e autoridades, com participação de forças de segurança.
Regulação de agentes de futebol
A CBF aponta que cerca de 2,4 mil intermediários atuam no Brasil, sendo 300 FIFA. Um novo sistema de regulamentação será criado, exigindo qualificação para quem atua na intermediação de contratos. Contratos de agentes terão duração máxima de dois anos, com cláusulas de transparência e sem renovação automática.
Fiscalização e normas
O órgão regulador terá competências para acompanhar contratos, remunerações, moedas utilizadas e compliance. O objetivo é ampliar a transparência e a fiscalização do mercado de agentes no futebol nacional.
Contexto judicial
O STJD já implementou medidas para acelerar julgamentos, com decisões nas Comissões Disciplinares em até uma semana e recursos analisados no Pleno em até 14 dias.
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