- A CBF apresentou proposta de reformulação profunda dos horários do Brasileirão, priorizando partidas diurnas para aumentar a presença de público e valor do produto.
- A ideia surge após estudo interno (2023 a 2025) que cruzou horários com taxa de ocupação das arquibancadas, formando um coeficiente de atratividade por clube.
- Cinco pilares: priorizar horários diurnos; reduzir conflitos entre Séries A e B; reavaliar a janela das 19h; reduzir jogos de domingo após as 20h; ampliar a janela das 11h de domingo.
- O objetivo é padronizar janelas, espelhar modelos europeus e fortalecer o valor de mercado da competição antes de discutir divisão de receitas da futura liga.
- Desafios incluem conciliar interesses de detentores de direitos de transmissão, datas da Conmebol, intervalo mínimo de 66 horas de descanso e questões de segurança pública.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou uma proposta para reformular a grade de horários do Brasileirão. A ideia foi apresentada na segunda rodada de reuniões com clubes sobre a criação de uma liga. O objetivo é priorizar jogos diurnos para aumentar a presença de público.
A mudança pretende abandonar partidas do fim de noite, especialmente aos domingos, e reduzir conflitos entre as Séries A e B. A CBF afirma que o modelo atual privilegia encaixes comerciais e televisivos, em detrimento do torcedor local. O estudo de 2023 a 2025 respalda a proposta.
Pilares da reformulação
- Priorizar horários diurnos: ampliar a presença de público aproveitando a luz natural e facilitando o deslocamento das famílias.
- Reduzir conflitos entre Séries A e B: evitar sobreposição de datas e horários para estimular a audiência de ambos.
- Reavaliar a janela das 19h: meio de semana neste horário tem público abaixo da média.
- Reavaliar jogos de domingo à noite: eliminar ou reduzir partidas iniciadas após as 20h.
- Ampliar a janela das 11h de domingo: explorar mais esse turno, conforme condições climáticas.
Desafios de implementação e inspiração internacional
A CBF reconhece que alinhar interesses de direitos de transmissão, datas da Conmebol e segurança pública exige negociação entre diversas partes. O objetivo é padronizar horários e melhorar a atratividade sem prejudicar a saúde dos atletas, respeitando o intervalo de descanso mínimo de 66 horas.
Dados do diagnóstico apontam que o futebol brasileiro utiliza excessivamente horários noturnos quando comparado a ligas como Premier League, La Liga e Bundesliga. Nos últimos três anos houve 55 combinações diferentes de dias e horários no Brasileirão.
A meta é consolidar a faixa de domingo às 16h como referência, mantendo abertura para ajustes sazonais. O foco é ampliar o valor de mercado da competição antes de discutir a divisão de receitas da futura liga.
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