- Carlo Ancelotti convocou sete jogadores que atuam em clubes brasileiros para a Copa do Mundo de 2026.
- Desde 2002, quando o Brasil venceu o pentacampeonato com treze atletas atuando no país, não havia tanta presença de jogadores nacionais na lista final.
- A seleção de 2026 mostra uma mudança, com mais atletas atuando no Brasil em relação às convocações recentes que priorizavam jogadores no exterior.
- A lista atual inclui Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá (Flamengo); Danilo Santos (Botafogo); Neymar (Santos); e Weverton (Grêmio).
- Em 2002, Luiz Felipe Scolari chamou vinte e três jogadores; o número de atletas que atuavam no Brasil aumentou para treze após uma mudança na equipe.
A convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, anunciada pelo técnico Carlo Ancelotti, traz pela primeira vez 7 jogadores que atuam em clubes no Brasil. O total fica aquém do registrado na conquista do pentacampeonato em 2002, quando 13 atletas jogavam no país. A mudança confirma uma tendência recente de priorizar jogadores no exterior, mas a presença brasileira sinaliza uma nova aproximação com o torcedor local.
Entre os nomes chamados por Ancelotti estão Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá, todos do Flamengo; Danilo Santos do Botafogo; Neymar do Santos; e Weverton do Grêmio. A composição da equipe representa uma guinada em relação às convocações recentes, que priorizaram atletas atuando fora do Brasil.
Mudança de perfil na convocação
A formação atual contrasta com a seleção de 2002, quando Felipão convocou 23 jogadores para a Copa na Coreia do Sul e no Japão e teve 13 atuando no Brasil após a queda de Emerson pelas lesões. Naquela lista, goleiros, zagueiros, meio-campistas e atacantes já integravam o elenco com atletas locais.
Desde então, o número de jogadores brasileiros na lista final ficou abaixo de 4 em Copas realizadas entre 2006 e 2022, com exceção de pouco mais de 3 atletas por edição. Em 2022, por exemplo, Weverton, Everton Ribeiro e Pedro estavam entre os integrantes.
Contexto histórico de atuação no Brasil
A participação de atletas que atuam no exterior cresceu desde o fim dos anos 1980. Em 1990, a seleção já incluía mais jogadores estrangeiros do que nacionais, abrindo caminho para o perfil predominante nas Copas seguintes. Na época, a imprensa acompanhava debates sobre transferências e escolhas de elenco.
Parte da imprensa da época destacava a resistência a atuar fora do país, ainda que já houvesse experiência de jogadores atuando no exterior. O cenário atual, porém, mostra evolução na percepção sobrerepresentatividade de clubes nacionais na seleção.
Entre na conversa da comunidade