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Brasil fica afastado das principais ligas do futebol mundial

Brasil fica longe das grandes ligas, mesmo com folha salarial elevada; endividamento alto e dependência de receitas locais desafiam a sustentabilidade

Mesmo com receitas inferiores às das principais ligas internacionais, o futebol brasileiro continua entre os maiores mercados do mundo em gastos com folha salarial, diz o articulista
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  • O estudo da Sports Value, com dados de 2025, mostra que o futebol brasileiro cresce internamente, mas perde competitividade internacional, caindo para a sétima posição global em receita, enquanto a MLS avança e supera os TOP 20 clubes brasileiros em faturamento.
  • Os 20 maiores clubes do Brasil alcançaram cerca de US$ 2 bilhões em receitas operacionais em 2025, ainda atrás das ligas de maior peso econômico.
  • Os gastos com folha salarial dos TOP 20 clubes brasileiros chegaram a US$ 1,1 bilhão em 2025, mantendo o Brasil na sexta posição global por esse indicador.
  • O endividamento dos TOP 20 clubes do Brasil superou US$ 2,8 bilhões, ficando em quinta posição mundial, com os clubes superando a Bundesliga mesmo com menores receitas.
  • Fatores estruturais destacam a valorização do dólar, a baixa internacionalização das marcas e a dependência de receitas domésticas, apontando a necessidade de gestão mais sustentável e expansão internacional.

O estudo mais recente da Sports Value analisa as finanças dos 20 maiores clubes brasileiros em 2025 e compara com as principais ligas do futebol mundial. O retrato aponta crescimento interno, porém perda de competitividade internacional.

Apesar do aumento de receitas no país, o Brasil está distante das ligas mais estruturadas no cenário global. As altas dinâmicas de outras ligas mantêm o ritmo de crescimento superior ao brasileiro.

O Brasil deixou de ser a sexta maior liga global de receitas para ocupar a sétima posição, com a MLS dos EUA avançando e superando os TOP 20 clubes brasileiros em faturamento anual. As receitas brasileiras somaram cerca de US$ 2 bilhões em 2025.

Protagonismo internacional e causas

O deslocamento está ligado a fatores estruturais, como a valorização do dólar, menor internacionalização das marcas, dependência de receitas locais e menor geração de receitas em moeda forte. Também pesa a menor diversidade de receitas em mídia, patrocínio e licenciamentos.

Os clubes brasileiros concentram maior parte de suas receitas no mercado doméstico e dependem fortemente de negociações de atletas e direitos de transmissão locais, diferentemente das ligas que atuam globalmente.

Gastos com folha salarial e endividamento

Os TOP 20 clubes do Brasil tiveram gastos com folha salarial de US$ 1,1 bilhão em 2025, mantendo o Brasil na 6ª posição global. Tal peso na folha reflete a pressão por competitividade num mercado de reforços inflacionado.

Ainda assim, a folha representa uma parte relevante da receita, sinalizando desafio de sustentabilidade financeira diante do cenário internacional mais diversificado. A elevada alocação de recursos permanece como obstáculo a equilíbrio.

O endividamento ocupa posição preocupante: mais de US$ 2,8 bilhões. Em ranking global, o Brasil fica em 5º lugar em volume de dívidas entre as TOP 20 ligas, superando até mesmo a Bundesliga em termos de endividamento líquido.

Caminhos e perspectivas

A comparação evidencia necessidade de melhoria de gestão para sustentar crescimento das receitas, ampliando internacionalização de marcas e diversificação de fontes em moedas fortes. A busca por eficiência financeira é apontada como prioridade para os próximos anos.

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