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Da Jabulani à Trionda: evolução das bolas da Copa do Mundo

Trionda reduz velocidade crítica, trazendo maior estabilidade na turbulência e menor alcance em chutes potentes, frente à Jabulani

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  • Pesquisadores dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão analisaram a bola Trionda, oficial da Copa do Mundo de 2026, com testes em túnel de vento e simulações, comparando-a aos quatro antecessores; estudo publicado na revista Applied Sciences.
  • A Trionda apresenta a menor velocidade crítica entre os modelos testados, ficando estável a 11,9 m/s; a Jabulani apresentou transição para fluxo turbulento entre 21,9 m/s e 26,9 m/s.
  • Design da Trionda: quatro painéis termocolados; costuras largas de 5,1 mm e profundas de 1,3 mm; três sulcos pronunciados em cada painel, aumentando a rugosidade.
  • A rugosidade e a geometria das costuras visam manter o comportamento aerodinâmico estável em velocidades mais baixas.
  • Simulações indicam coeficiente de arrasto mais estável no regime turbulento para a Trionda, com leve aumento em relação aos modelos anteriores, e possível redução de alcance em chutes potentes sem rotação em relação à Jabulani.

Um estudo internacional avaliou as propriedades aerodinâmicas da bola Trionda, oficial da Copa do Mundo de 2026. Pesquisadores dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão realizaram testes em túnel de vento e simulações de trajetória, comparando o modelo com quatro antecessores. A pesquisa foi publicada na revista Applied Sciences.

O trabalho analisa como a geometria das costuras e a rugosidade da superfície influenciam a trajetória e a estabilidade da bola. O foco é entender por que mudanças de design ajudam a manter o voo mais previsível.

A pesquisa destaca a ideia de velocidade crítica, o ponto em que o fluxo passa de laminar para turbulento. A Trionda apresenta a menor velocidade crítica entre os modelos testados, estabilizando o voo a 11,9 m/s.

Em contraste, a Jabulani aparece como exceção na cronologia. Sua superfície lisa atrasava a transição para o regime turbulento, entre 21,9 m/s e 26,9 m/s, o que provocava variações na força de arrasto e trajetórias menos previsíveis.

Costuras, painéis e rugosidade

A evolução do design busca compensar o menor número de painéis com maior rugosidade. A Jabulani tinha oito painéis e costuras rasas, enquanto a Trionda utiliza quatro painéis termocolados.

Para evitar suavidade excessiva, a Trionda ganha costuras largas (5,1 mm) e profundas (1,3 mm), além de três sulcos pronunciados em cada painel. Esses elementos atuam na camada de ar para tornar o voo estável em velocidades menores.

Desempenho e alcance

As simulações mostram que as mudanças afetam chutes de longa distância. A Trionda apresenta coeficiente de arrasto mais estável no regime turbulento, ainda que ligeiramente superior aos modelos anteriores.

Na prática, a bola de 2026 tende a reduzir o alcance de chutes potentes sem rotação, quando comparada à Jabulani, que atingia maiores distâncias em altas velocidades devido à menor resistência.

O estudo conclui que manipular a geometria das costuras e a textura permite manter comportamento aerodinâmico mais consistente, corrigindo instabilidades observadas em edições passadas.

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