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Análise tática do Guffo aponta Athletico-PR pode surpreender no Brasileirão

O Athletico atua com eficiência territorial e depende de Viveros para sustentar o ataque; porém, falta profundidade de elenco para manter a arrancada no Brasileirão

Odair Hellmann gesticula na partida entre Palmeiras e Athletico-PR, no Allianz Parque (Foto: Jhony Inácio/Folhapress)
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  • Athletico adota estilo eficiente em vez de controle absoluto, com foco em meio-campo de combate e rapidez na transição para frente; depende da eficiência territorial.
  • Viveros é peça-chave do ataque: recua, arrasta marcadores e gera chances; o time joga em função dele, que nem sempre finaliza com perfeição, mas sustenta o ataque.
  • O time tem momentos de improviso, como Jadson abrindo passe de primeira e Claudinho atuando na lateral-esquerda, sob a condução tática de Odair Hellmann.
  • O principal risco é a profundidade do elenco: banco curto, lesões de Mendoza ou Julimar podem comprometer o sistema sem reposição à altura.
  • Mesmo que o Athletico surpreenda no Brasileirão, manter o rendimento depende de reforços na janela; terminar entre os cinco ou Libertadores seria utópico para o grupo atual.

O Athletico-PR encara uma leitura tática marcada pela eficiência territorial em vez de domínio absoluto da posse. O time aposta em um meio-campo de combate e na bola rápida para chegar ao ataque. A formação prioriza velocidade e pressão na transição, com foco na finalização.

A ausência de protagonismo ofensivo contínuo é compensada pela necessidade de ser letal quando o adversário respira. A diretoria investiu em contenção para o meio, mas a criação fica atrás. Zapelli oscila fisicamente, e a base ainda amadurece.

A válvula de ataque: Viveros como referência

Viveros aparece como peça central da proposta. O atacante colombiano recua para contribuir com a construção, baixa com os volantes e atrai marcadores. A intensidade dele sustenta o ataque, apesar de perder oportunidades de gols.

O jogador é visto como finalizador que envolve a defesa adversária. O volume de chances criadas por ele compensa eventuais falhas na conclusão. O Athletico joga em função do atacante para sustentar o rendimento.

Exposição do meio-campo e exemplos de produtividade

Jadson aparece como exemplo de atuação díspar: passe em linha de costas quebra a defesa. Claudinho assume a lateral esquerda com naturalidade, ampliando opções de jogo. Odair Hellmann organiza a equipe para render além do teto técnico.

A engrenagem funciona com ajustes finos entre ofensivo e defensivo. A surpresa vem da capacidade de encontrar espaço mesmo sem controle total da posse de bola. O equilíbrio depende da entrega de cada jogador.

Desafios de elenco e janela de transferências

O grande risco está na profundidade do elenco. O 11 titular é competitivo, mas o banco preocupa. Mendoza e Julimar, titulares eventuais, representam uma dependência elevada se houver lesões. Não há reposição à altura no momento.

Uma queda de Viveros pode comprometer o sistema ofensivo. A ausência de peças para o rodízio expõe o time a fases de grande desgaste físico. A janela de transferências pode alterar o cenário rapidamente.

Cenário para o Brasileirão

A avaliação é de que o Athletico já entregou mais do que o previsto taticamente. Se terminar entre os primeiros, a temporada terá sido bem-sucedida sob o aspecto estratégico. Contar com reforços é essencial para sustentar o ritmo no segundo semestre.

No curto prazo, a equipe precisa manter o aproveitamento sem aumentar o peso das lesões. O desafio é manter a competitividade diante de rivais que se reforçam na reta final do mercato.

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