- A CBF e clubes fizeram a segunda reunião para discutir a criação de uma liga, com apoio de Flamengo e Palmeiras à mediação da confederação.
- Entre os temas discutidos estavam horários das partidas, padronização de estádios, medidas contra violência e a celeridade do STJD, mas nenhuma decisão foi tomada.
- Não ficou definido se a CBF transferirá a organização do Campeonato Brasileiro e da Série B aos clubes nem se os naming rights ficarão com eles.
- As pautas sobre financiamento e divisão de receitas ficaram de fora das reuniões de 6 de abril e 25 de maio; os representantes foram ao Hotel Hilton Barra, no Rio de Janeiro, para debater assuntos de interesse coletivo.
- A FFU aparece como oposição em partes do processo, defendendo estrutura profissional de liga, enquanto a CBF mantém o controle sobre temas-chave como horários e padronização.
A segunda reunião entre a CBF e clubes para discutir a criação de uma liga brasileira ocorreu no Rio de Janeiro, no Hotel Hilton Barra. O encontro tratou de temas como horário de partidas, padronização de estádios, medidas contra violência e celeridade do STJD, sem concluir se haverá ou não a liga.
A discussão envolve duas questões centrais. Primeiro: a CBF pretende transferir aos clubes a organização do Campeonato Brasileiro e da Série B. Segundo: a repartição de receitas com a transmissão e nomes de patrocínio, incluindo eventuais naming rights.
Apesar da relevância, não houve definição sobre a existência da liga. Os organizadores apresentaram propostas, mas o encontro não decidiu o caminho a seguir. Dirigentes relataram que a reunião teve caráter técnico, sem encaminhamentos definitivos.
Posição de Flamengo, Palmeiras e FFU
Flamengo e Palmeiras apoiam a mediação da CBF para que o processo avance. Outros clubes rejeitam o modelo atual, alegando perda de autonomia e controle sobre a negociação de direitos. A FFU expressa resistência, citando riscos à coordenação entre federações filiadas.
Ainda segundo os participantes, a FFU teme que a CBF concentre instrumentos de decisão sobre horários, estádios e identidade visual. Esses pontos podem enfraquecer a atuação da federação estadual e dos clubes que não concordam com o formato proposto.
A avaliação interna de cada entidade aponta que o trabalho teórico da CBF é sólido, com referências de ligas europeias e dados do Brasileirão. Contudo, a viabilidade prática depende de alinhamento entre clubes, FFU e a própria confederação.
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