- Conselho Deliberativo do Corinthians votou pela expulsão de Augusto Melo, ex-presidente, do quadro associativo, por tentativa de golpe ao invadir o Parque São Jorge e buscar retomar o poder durante o afastamento.
- Melo foi destituído da presidência em agosto de 2025 e é réu em processo por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado no caso Vai de Bet.
- Na mesma semana, Andrés Sanchez já havia sido expulso e Duilio Monteiro Alves renunciou ao título de sócio remido e ao cargo de conselheiro vitalício, em meio a investigações.
- Torcedores realizaram protesto em frente ao Parque São Jorge pedindo a expulsão de Melo; a defesa foi apresentada pelo advogado Ricardo Jorge.
- O caso Vai de Bet envolve contratos com casa de apostas e desvio de valores via rede de empresas fantasmas, com várias pessoas ligadas ao clube como réus.
Augusto Melo, ex-presidente do Corinthians, foi proibido de manter vínculo com o clube nesta segunda-feira, 1º. A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo, após ele ser julgado por tentativa de golpe envolvendo invasão do Parque São Jorge. O objetivo era retomar o poder enquanto estava afastado.
O processo aponta que Melo invadiu a sede e articulou manobra para reassumir a presidência, mesmo com o impeachment já em curso. Em nota, o ex-presidente afirmou ter recebido conselhos para renunciar, mas disse que não houve invasão nem provas para acusá-lo. A Justiça não respondeu a tempo a um pedido de liminar.
Ao longo da semana anterior, outros ex-dirigentes deixaram o quadro de associados. Andrés Sanchez foi expulso no dia 25, após investigações apontarem gastos de cerca de R$ 480 mil no cartão corporativo. Duilio Monteiro Alves, aliado de Sanchez, renunciou ao título de sócio remido e deixou o cargo de conselheiro vitalício.
Nesta segunda, torcedores se reuniram em frente ao Parque São Jorge para pedir a expulsão de Melo, com cânticos contra o ex-presidente. Melo não compareceu à reunião; a defesa dele foi apresentada pelo advogado Ricardo Jorge. A votação ocorreu sob forte presença de segurança no local.
Contexto: Melo havia sido destituído da presidência em agosto de 2025, após aprovação de impeachment em Assembleia Geral de sócios. O caso envolve o suposto desvio de valores ligados a um contrato com a Vai de Bet, patrocinadora anterior. Melo figura como réu por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado pelo abuso de confiança.
Em meio ao processo, houve disputas internas. Maria Ocampos, vice-presidente do Conselho, declarou-se presidente do órgão em documento contestado, o que gerou controvérsia sobre a validade de decisões tomadas no período. O documento acabou considerado inválido após os trâmites adequados não serem cumpridos.
Entre os desdobramentos, dois ex-dirigentes também respondem a processos: Marcelo Mariano, ex-diretor administrativo, e Sérgio Moura, ex-superintendente de marketing. Além deles, Alex Cassundé, apontado como intermediário do contrato, Victor Henrique Shimada e Ulisses de Souza Jorge figuram como operadores financeiros do esquema. Todos negam as acusações.
Contexto adicional
A história do caso Vai de Bet envolve denúncias de irregularidades com patrocinadores e operações financeiras do clube. As investigações resultaram em ações judiciais e passos de impeachment que se estenderam ao longo de 2024 e 2025, com desdobramentos contínuos no Conselho Deliberativo e no quadro associativo do Parque São Jorge.
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